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domingo, 17 de janeiro de 2010

BUSSULO DOLIVRO, ESCREVE O ÚLTIMO POEMA DA SUA OBRA GRITOS E PENUMBRAS; O DIÁLOGO

ESCREVE
QUANDO DER UMA ESMOLA, NÃO ANUNCIE A TODOS. "NÃO SAIBA SUA MÃO DIREITA O QUE FAZ A ESQUERDA". AJUDE SEM ALARDE, PARA NÃO HUMILHAR AQUELE A QUEM SUA GENEROSIDADE AJUDOU. RESPEITE O PRÓXIMO E AJUDE SEMPRE, MAS EM SILÊNCIO, PORQUE O PAI, QUE VÊ NO SEGREDO, O RECOMPENSARÁ MUITO MAIS DO QUE O RECONHECIMENTO PÚBLICO QUE TIVEREM SEUS APTOS.

A morte não existe. Se você perdeu um ente querido, não se desespere: tenha a certeza de que ele não morreu. Apenas mudou de estado e, mais cedo ou mais tarde, você o irá novamente encontrar. Não dê a ele, pois, a decepção de querer fugir da luta. Não pretenda ser superior a Deus: aceite o que Deus determinou em Sua Sabedoria, e será imensamente feliz.

Não esbanje suas forças mentais com atividades de pouca importância e prejudiciais a você. Dê finalidade elevada a seus trabalhos. A alimentação e o sexo consomem demasiada energia mental, se não forem bem equilibrados. Canalize sua força espiritual e mental para os sublimes interesses da humanidade, para a felicidade das pessoas que o cercam.

NÃO SE ESQUEÇA DE QUE SOMOS O REFLEXO DAQUILO QUE PENSAMOS. O PENSAMENTO PLASMA NOSSA VIDA DE AMANHÃ. APROVEITE, PORTANTO, O MOMENTO QUE PASSA, A FIM DE CONSTRUIR UM AMANHÃ RISONHO. PLANTE EM TORNO DE VOCÊ AS SEMENTES DE OPTIMISMO E BONDADE, PARA QUE POSSA COLHER AMANHÃ OS FRUTOS DO AMOR E DA FELICIDADE. SE SOMOS ESCRAVOS DO ONTEM, SOMOS DONOS DE NOSSO AMANHÃ.

sábado, 16 de janeiro de 2010

AGRADECIMENTOS, A TODOS QUE ACREDITARAM NA EDIÇAO DESTA OBRA, AOS MEUS FAMILIARES E AMIGOS, MUITO OBRIGADO


Se o mundo lhe oferecer sonho SONHE!!!


Se o mundo lhe oferecer sorriso SORRIA!!!

Porque há no céu um ser que te guia DEUS!!!

E na terra um ser que te ama EU!!!



Se a natureza me oferecesse duas coisas e me mandasse escolher, eu não me importaria com a segunda, desde que a primeira fosse você.



Com a nossa separação, ambos perdemos muito. Eu perdi porque você foi a pessoa que mais amei em minha vida. Você perdeu, porque fui a pessoa que mais te amou em toda sua vida. Mas de nós dois, você foi a pessoa que mais perdeu, porque eu posso vir a amar outra pessoa como eu te amei, e você jamais terá alguém que te amou tanto quanto eu...



Continuo te amando, e sempre irei te amar, pois um amor nunca é esquecidoeE quem esquece não sabe o que é amar.



Queria esquecer a luz dos teus olhos, porque assim eu não sentiria saudades deles... queria esquecer o tom da sua voz, o seu jeito de falar, esse sorrizo lindo que só você tem... queria tanto, mas não posso, pois o que sinto por ti é tão forte, impossível de esquecer, mas uma coisa é certa, te amo e muito, pois sem você não sei viver... mesmo querendo te esquecer, te amo cada vez mais, hoje mais do que ontem e amanhã mais do que nunca !


O Diálogo

O Diálogo

Descalço as minhas palavras nestas aranhas

Jogo fora a minha língua nesta subúrbio e o meu coração

Nesta rústica cidade,

Deixo de blasfemar e de sentir a adrenalina após o fedor

Do veneno que vem do pátio; o fogo ansioso em atropelar

A minha triste tradição…



Esqueço os minutos que me vendi pelos prazeres da velocidade,

Para recordar que ainda sinto saudades de voltar ao céu,

Encontrar o meu esqueleto no purgatório, e a minha sombra

Entre os artigos da compaixão, testemunhando o desprezo

Invencível dos meus detractores;



Descalço as minhas fétidas palavras neste lugar do meu

Deprimido ser, o estado lento desta harmonia deturpada e

Instável; onde os crimes incitam a criação dos deuses da

Tribuna e demónios jurídicos que não permitem levantar a

Minha infelicidade para mostrar o caminho da insólita

Depressão eterna!!!

Absolutisam as luzes; oferecendo aos fiéis os farrapos

E outras substancias nas taças desta conversa…



Este é o diálogo suspenso da minha persistência,

A desumanidade tranquila desta existência!...



Esta é a paragem obrigatória dos filhos das circunstancias,

Onde chegam e são atravessados, onde decidem e são

Interpelados;















-

O Diálogo

O Diálogo

Descalço as minhas palavras nestas aranhas

Jogo fora a minha língua nesta subúrbio e o meu coração

Nesta rústica cidade,

Deixo de blasfemar e de sentir a adrenalina após o fedor

Do veneno que vem do pátio; o fogo ansioso em atropelar

A minha triste tradição…



Esqueço os minutos que me vendi pelos prazeres da velocidade,

Para recordar que ainda sinto saudades de voltar ao céu,

Encontrar o meu esqueleto no purgatório, e a minha sombra

Entre os artigos da compaixão, testemunhando o desprezo

Invencível dos meus detractores;



Descalço as minhas fétidas palavras neste lugar do meu

Deprimido ser, o estado lento desta harmonia deturpada e

Instável; onde os crimes incitam a criação dos deuses da

Tribuna e demónios jurídicos que não permitem levantar a

Minha infelicidade para mostrar o caminho da insólita

Depressão eterna!!!

Absolutisam as luzes; oferecendo aos fiéis os farrapos

E outras substancias nas taças desta conversa…



Este é o diálogo suspenso da minha persistência,

A desumanidade tranquila desta existência!...



Esta é a paragem obrigatória dos filhos das circunstancias,

Onde chegam e são atravessados, onde decidem e são

Interpelados;















-

O meu testamento

O meu testamento





Tive fundos, mundos e universos

Socorri milionários, prostitutas e corruptos,

Hoje a idade denuncia-me e a minha família antecipa

As cinzas da minha geração…



Lutei, chego ao fim da guerra!

Continueis porque restam batalhas



Escrevo este testamento, na incerteza de não a terminar

Pelo número de famílias que agora é infinito

Até sinto a felicidade no corredor da morte a irritar-me



Deixo o meu feitiço aos meus amigos, a frota de mulheres aos

Meus tios, a minha aldeia aos meus vizinhos, o parque ao

Governo, e os restaurantes ao veneno do público



Os meus gostos apurados pelas melhores coisas da vida… e um

Interesse permanente pelos valores morais mais altos aos

Esquizofrénicos na «praça» da independência



Proíbo a minha esposa de outras vontades, e oprimo as

Minhas filhas a casarem-se com vagabundos de Tókio



As contas da Rússia devolvam aos asmáticos da rua 11

Os meus filhos que se abre a aberração

Deixem o meu cargo livre, tenho a certeza de poder regressar!

Na terra onde os mortos acordam e os vivos correm!!!

O Círculo Da Elegia

O Círculo Da Elegia


De longe

Tão perto e distante,

Miro os meus olhos fundidos em busca da minha

Natureza perpétua;

Nos anseios de um ego desterrado, sobre a exclusão nesta

Roda faminta das atrocidades… Fui o ventre do caos,

Hoje sou o apanágio no refrão, a rima desajustada dos

pecadores

O guião rasgado em cada soletrar,

O parágrafo hiperbolizado no circulo da elegia…



Não me olhem, passem e salivem o meu discurso,

Não tenho escolha, porque sou a oferta nas

óperas dos mendigos,

Em cada madrugada, sou o letreiro das lágrimas que não finjo,

Dividido entre o norte e o sul, Onde a Cirene

soa-me distante e os Raios do sol

não aquecem-me o estômago,



Oh! Vermes reunidos

Sou semelhante aquele que negou e não renunciou,

Diferente daquele que foi sem saber para onde,

Nos seios prometidos do refugio; e na

Geometria-Da-situaçao!



De longe só o cacimbo e o fumo me alertam…

Enxergo o nocivo lúpulo na insipidez desta corda de pontos

Anacrónico; A sentinela robusta, que alerta-me ao pó…

Quando os hipócritas aplaudem porque vou-me ausentar,

E os cabeludos beijam-se por que a sombra vai esquentar,

Na devassidão das sombras!!!



Oh… farricocos observantes

Contistas do futuro e guitarristas do lazer

(…) Deixem-me em paz, enquanto posso aceitar e não concordar (!!!)

Nos gritos da penumbra de outros DEUSES
A poesia é a minha película, na força imaginativa

De uma lenda! (…) Deixai-me em paz

Sou testemunha das ideologias e do e do império, onde

A juventude era o eco do absurdo, a transição

De uma história obliqua, o livro queimado nos pólos

Da ignorância, a voz arrastada na ingenuidade…



A gora quero ouvir quem vai falar,

A gora, quero ouvir que vai falar quando eu calar!!!



Já salivam o refrão, os rostos Renascidos-Mortos em memórias

Desarticuladas do cá, onde o sol não penetra (!!!) e os filhos

Do outro mar, já não pertencem a esta aurora,

Submissos á métrica e ao fanatismo imundo!

De acreditar na invenção dos deuses;



Com as mãos húmidas e cérebros leprosos,

Esfolhando as sombras na monotonia do desespero,

Nascidas na insolência desta distancia arrogante e idosa,

Com mãos abertas, dedos húmidos, e um espiritismos

De Submissos e submissão



Sonos cansados de mentes furadas!

Passos tímidos como as notas desafinadas de cada olhar, que

Arrastam os meus ancestrais no circulo vicioso do milénio;

A Longa-Metragem

A Longa-Metragem





Deixai-me em paz enquanto posso andar

Se não roubei por que me chamam abrindo

Processos estranhos contra mim, e para o meu carácter

Absurdo, fruto do desespero e do fanatismo;



Não me olhem passem e não comentem,

Sou o adjectivo para as gramáticas do conformismo, e

Desse imediatismo uniforme que ultrapassa a memória

E as impressões do quotidiano!

Sou a fronteira para quem quer emigrar

O caminho para quem pretende chegar

Eu aqui não chego nem espero, atormentado pela

Malária do copo e outros deuses…



Deixai-me em paz enquanto posso andar,

Senão conheces o meu estômago para que as promessas?

Nasci em Catemo, cresci em Lândana passei no sul,

A oeste deste refúgio encontrei os meus restos Mortais

Submissos á esta métrica híbrida…

Socorro… Sou a fronteira para quem quer chegar;

O caminho para quem pretende partir,

Eu aqui não chego nem espero, então deixem em paz

Enquanto posso voar!



Já consigo encarnar-me em rico

Em qualquer lado onde farejo, só as moscas me

Convidam a Reunir -quem sou? Sou, o

Réu ávido advogando os diabos

Nessa ansiedades!



Sou santos, ao mesmo tempo profano,

Henoteista de coração e estúpido na fé …

Canto o Semba e danço o Kuduro,

Conheço o Carnaval e não aceito a fantasia

A Orquestra 2000

A Orquestra 2000


Perguntaram-me como começava!

…é como se o céu não existisse – o infinito não

Influenciasse a trajectória da imaginação – e o

Resto do universo fosse conhecido no centro de

Toda a dúvida…



Enquanto podem amem-se, e esquecem os

Sonhos… cantem sem perguntar as notas,

Dancem o ritmo desavergonhado de levitar a matéria

E manifestar-se nas madrugadas, como as lágrimas

De um fracassado, que caem… na ignorância de si, e lavam as mãos em soluços!!!



Longe de quem perdeu o Eu;

Próximo do embrião adormecido em cereais e a

Milhas daqueles que cresceram perdidos no oceano,

Perguntaram-me como começava!...



Finge que fazia parte do mapa, mesmo sem

Ter passado em colégios, na atrocidade de soletrar

As notas que coordenam as lágrimas desta partida, no

Som velho do piano!

(…) As colcheias arrogantes, e uma sala

Cheia de famintos… uma ópera nauseabunda

Sempre aromatizou o silêncio silenciado;



Perfilaram os pensamentos,

Nesse desdém e não afrontara os olhares, antes

Tiveram a certeza de quem sou; e depois digam-me

Se as notas enquadram-se aos berros;



Eu e os meus irmãos, fomos isolados e Humilhados

Pelos cabeludos que negaram o perdão,

Irradiados de ódio, e um medo que vence

A Sensatez da carne…

A Alegria Nos Buracos Daquela Metrópole e AJUVENTUDE

A Alegria Nos Buracos Daquela Metrópole



Pulamos de um lado ao outro a procura dos problemas,

Tocando o estômago, na nostalgia de mendigar!

Onde as mãos para pedir e coçar as barbas são as que roubam,

O cérebro para enxergar o futuro foi atrofiado de gasolina (…)



A voz para uma canção a esta Luanda é a que inflama

O ódio e diz coisas,

(…) A alegria está nos buracos,

O amor é utopia (…) lá o paupérrimo sempre teve cigarro!

Passo despercebido transpirando a vergonha de

Muitas glorias, rasgando, o suor e o oceano de poeira

Desta metrópole; a procura de uma fogueira,

Assim como era no passado, os gritos da liberdade

São hoje os da libertinagem!



É o canto de gente e amigos de lá

Dos cómicos e trágico palcos, de crianças e glorias da velhice…

Onde a melodia de ontem, não tem proeza para o momento,

Nas ilhas e subúrbios, de jovens dos assobios

Ameaçados e bem interpretados

II

Venderam os passos da renascença

Regridem e tornam-se dependentes,

Mostrando os dentes aguçados de crença indecente;

Desumana e nojenta (…) eis o espelho da insanidade

Mental de muitos doentes,

Exausto e Satânicos «!»



Venderam a metrópole de leis imundas

Teclados por filhos de DEUS e imprimidos por pecadores

(…) As praias poluídas, às casas nocturnas;

As saias… o sangue e a raça; acabou na alegria de matar a fome!

Os filhos que lambiam as varandas, o álcool da manha

O suor químico das vitrinas; têm direito a um buraco;

Hoje choram angustiados de um passado que a historia

Não os permitiu erguer, uma escolha para o cartaz desta noite!



Juventude







Se não sabes onde estás, pergunte-se quem és,

Se não sabes o que fazer, pergunte-se com quem estás

Faz (…)

As suas ideias brilhar…



Estão nas suas mãos a força para rejuvenescer,

Acredite que podes voar e crescer!

Mantendo o seu optimismo ao nível de ser,



Diga sim a vida

Que o preconceito não deve existir

Diga sim a vida

Que o sinonimo de juventude é existir!



O valor mais expressivo e humano!!!

O cartaz real de uma espécie humana (…)

Eu sou feliz

Por que quis.















































































20

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Onde a vida chega e para!

Onde a vida chega e para!





Ponta das unhas que rasga a terra; avestruzes nocturno

Corredores cinematográficos; servem a multidão sedenta,

Que se esconde na amargura de uma longevidade (…)



Chamaram-me ao palco1

Para ser apresentado de tronco rasgado, e

Corações invertidos, também Foram homens para

Serem humilhados

Ali…

Minguaram as vossas almas no universo e

Beijaram a terra húmida de cacimbo!



Agora...

Estendem-se felizes de pecados e dizem que a selva é uma

Viagem sem rumo, destino que busca a sensatez da vida

Tímidos e desumanos, forjados e ocultos,

Mais hodiernas da colina, anacrónicos nas cavernas e

Nos passeios



Chamaram-me ao palco

Não para ser visto, senão humilhado,

Nas terras do exorcismo… fui eu para ser explorado!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Aqui, Sentam Os Perdidos, E Os Vencidos

Aqui, Sentam Os Perdidos, E Os Vencidos

(Dezembro 22horas)



Foram passos ultrapassados e negados,

Mas, a indiferença e o preconceito continuou,

A descrever crânios dos olhares na multidão

Dos contos, e nos ritos letárgicas!



Humilharam-se os irmãos formigas nas bancadas

Lançando as cartas… onde os Magos e os AS não são

Prioritários… na biografia das mãos lavadas (…)

Onde o inferno é o xadrez



A felicidade é para as capicuas; que batem palmas de

Pino ganancioso, que pensam morrer longe do contexto



Não soletro, senhor Doutor não te peço!

Tudo porque sou o auge nas campanhas e o resto

Em taças esbranquiçadas,

Na curva do dia, começará a jornada e

Não sabes quem irá ao céu e multiplicado!



Os seguidores serão chamados de velhos amigos,

E os amigos de inimigos… o domingo o sábado



Poupem as barbas para salivar a derrota

Comecem a escrever a verdadeira memória

Chamem os rivais… esquecem a competição

Unem a selva e nos tornem lendários



Chamem os perdidos… e digam que foi um jogo

Unem a memória e falem de nós!

(…)

Aqui sentam os perdidos e os vencidos

Não Quero Iludir Ninguém…

Não Quero Iludir Ninguém…

(C.D 1519)

Não quero iludir ninguém

Simplesmente dizer o que vi e ouvi,

Não quero ser testemunha em chafurdas dos

Denegridos nem tão-pouco dos desaparecidos

Quero continuar no rodapé desta lenda

Na sineta indolente do suor, e no meio desta corda



Muitos buscam os ícones da rebeldia

Eu me envergonho com os mesmos dizeres que atraem

Cabeludos a peregrinarem nestas ruas…



Para mim ainda que me queixe de fome,

Não tenho razões para mastigar a borracha colorida

De um P, perdi os órgãos sensoriais e o sentido H,



Ainda que me queixe de escola… não vejo o quadro

Nem conheço a textura facial da minha última filha!

E não sei se é minha ou é sua!



Nesta sala falam para mi ou comigo?

Cortam-me os braços… já não quero pintar!

Deixem-me em paz… esqueçam-me por que sei que

Vós se envergonhais de mim!



A terra é vossa, ó deuses do meu aqui!

Seres de corações acrobáticos/vendedores de noites,

Estou desarticulado… até já ando lado a lado,



Não quero iludir ninguém… quero ressuscitar

Não quero iludir ninguém… enterrem o regime

Do meu código angustiado

Não Quero Iludir Ninguém…

Não Quero Iludir Ninguém…

(C.D 1519)

Não quero iludir ninguém

Simplesmente dizer o que vi e ouvi,

Não quero ser testemunha em chafurdas dos

Denegridos nem tão-pouco dos desaparecidos

Quero continuar no rodapé desta lenda

Na sineta indolente do suor, e no meio desta corda



Muitos buscam os ícones da rebeldia

Eu me envergonho com os mesmos dizeres que atraem

Cabeludos a peregrinarem nestas ruas…



Para mim ainda que me queixe de fome,

Não tenho razões para mastigar a borracha colorida

De um P, perdi os órgãos sensoriais e o sentido H,



Ainda que me queixe de escola… não vejo o quadro

Nem conheço a textura facial da minha última filha!

E não sei se é minha ou é sua!



Nesta sala falam para mi ou comigo?

Cortam-me os braços… já não quero pintar!

Deixem-me em paz… esqueçam-me por que sei que

Vós se envergonhais de mim!



A terra é vossa, ó deuses do meu aqui!

Seres de corações acrobáticos/vendedores de noites,

Estou desarticulado… até já ando lado a lado,



Não quero iludir ninguém… quero ressuscitar

Não quero iludir ninguém… enterrem o regime

Do meu código angustiado

Milagres Que Atormentam a Esperança (Fevereiro 2009)

Milagres Que Atormentam a Esperança (Fevereiro 2009)


Se foi a esperança do vinho tão esperado!

Calou-se a voz inquieta da lucidez e,

Esvaziou-se o retrato de uma novela;

A amizade que arrancou milagres e que alargou os

Passos da vingança!



Assim como era no princípio a luta

Entre o diabo e os anjos anunciam a dor!!!



Os ombros firmados sem escopo;

Escolhem caçadores para o mar e pescadores para

As escolas… todos envenenados pelo azar das nações,

Murcham na heurística cuspindo artigos venenosos

Para os vulneráveis



Assim como era no passado a paz

Entre Cegos e mudos continua!!!



Olharam-na com a barriga… comprou-se a míseros

Voador de Gomorra… letárgicos da nova era

Miram às estrelas… zumbem as noites

Tolerantes emocionais… que morrem nos contos do

Ocidente (...)



Se foi a esperança do vinho tão esperado!

Calou-se a voz inquieta da lucidez,

Os momentos desconhecidos e tão desconfiados

Que abraçaram a cegueira do teu futuro defunto



Foi-se a acrópole (…)

Na voz de um mendigo!

Na voz de um mendigo!

(2600 a.C.)


Não escolho nem escondo as rajadas duma

Alavanca velha que cai nos diafragmas da

Idolatria, e ressoa vozes díspares venerando os mendigos



Esse tagarelar humilde na obliteração das massas,

Preenche o vazio de uma raiva adormecida,



Quando despertam, morrem como escrevem e

Como se não bastasse não fazem como devem!

Ladram as noites e atormentam-nos à volta dos bancos



Eu sou politicamente domesticado,

Tu és economicamente colonizado;

Ele é culturalmente escravizado!

Nós…

Eles são socialmente atrasados!!!

Quem? – As sentinelas da vergonha!



Tenhamos esperanças irmãos em acreditar

Na certeza de que as lendas fazem parte da vida,

Que os právidos, também fazem parte dos diafragmas

Da harmonia (…)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Comentários

Comentários

(1929)







Em virtude de querer quebrar a palavra

Perdi a paciência esperneando-me nas lendas

Da velha Europa, para dizer que não nasci em Belém



Não há lupas assim como martelo para julgar

Essa presunção, não há homens nem animais para

Testemunhar essa pregação;

Não há tartarugas nesta máquina, não há

Serpente como na epístola,

Há sim pântanos…e hipócritas ansiosos em tossir e cuspir

Ao mesmo tempo (…) começam onde terminam e não

Dizem nada!!!



Dos pólos aos escribas voadores;

esses não são carnívoros

Onde se encontram mastigam as barbas e salivam o asfalto (…)



Não nasci em Belém

Tão-pouco nesta relatório,

Chamam-me palanca (…)

O ensaio da minha estupidez!

O ensaio da minha estupidez!

(1931 S. Dalí)







Ainda ocultam o olhar aos pés descalços

Feridos e exausto, que caminham só

Que caminhar na incerteza da conquista e do abandono

Cleópatra deste pantanal, vírus que sacode a memoria de malária (…)



Santidade peta proceridade!

O olhar aparta-me mazelas

Porque reprimem o meu preâmbulo? Senão me conheceis?

Das mulheres jogadas à rua; das crianças lançadas ao alheio,

Chamam-me e me servem os restos do diletantismo,

Me ruam e me envergonham em retratos (…)



Fiquem descansados, já não irei incomodar-vos (…)



Detectam na minha composição sanguínea

Os vestígios de um passado atrasado e mal arquitectado!

Que de dia e noite preencheu a razão do vazio,

Na sonolência de bem tagarelar e encornar as cerimonias!



Desisto ensaiando a minha estupidez para os deuses…



Acho que não tenho razões de ouvir os heróis,

Eu sou o objecto da minha entrega, o ensaio da minha

Estupidez! Sou o fundo deste presente, o letreiro sem ângulo,



Sou a palavra onde não tem livro

O livro onde não tem gente, o deserto de água salgada (…)

A Inversão Da Corda

A Inversão Da Corda

( 6 de Agosto)


A pregoada era aquela voz recalcitrante

Na porfia para a diferença, de um lado os ouvintes,

doutro os ditadores de carapuças, Com os iníquos

decretos, fanáticos aduladores sem vergonha



Não tem ciência adormecer nesta corrida,

cómicas e as substancias caras de pobres contista!



Mãe, vamos ao kimbo onde a porfia é o cacimbo

Lá não há impostos! Os canais fazem a enxada

Irrigam o estômago e dão fôlego a esse estado!

A consciência para novas historias!!!



Abandonemos logo esta cumplicidade…

De querer salvar-se em jornais e outros processos,

(…) Abandonem já este paraíso diabólico a

Película cómica do crucifixo…



A nossa razão não é a economia de mercado, é

O lucro da força em amar a terra e, ser reconhecido pela

Natureza a harmonia de uma grande partilha,



De que origens são estas balbúrdias, o desencanto no olhar

De cada geração; que cresceram da procura, e vivem

sem saber o caminho para a procura…

Ninguém Fecha A Porta



Ninguém Fecha A Porta

(1945 Abril)





Na sombra desta estação

Termina a sessão ambígua ,à voz da multidão

Algemada no ritmo da tragédia!!!



Cai a sentença dos mártires, é lido o paragrafo 75 na fé do

Poder, de uma realidade ingénua,

Logo, abrem-se as chamas!!!



Chegou a palavra na terra…

O mel de muitos scapegosts, o doce espanto entrelaçado

A esta praça de terror, desumana, imediata e vergonhosa;

Neste vaivém onde poucos se procuram na dor destas chamas



Ó sombra incandescente, liberta-me desta pestilência

Liberte os diabos da minha libertinagem, e queima a ilusão

da cadeira,

Dos pensamentos estranhos aos sorrisos de cada protocolo



Também sei que é a ponte do meu vazio

Espero não ser o fim deste drama, quero continuar como

Actor nesta perseguição… onde ninguém está condenado a

Sair

Fechem a porta (…) por favor

O Veneno Das Gerações (1942 Washington)

O Veneno Das Gerações (1942 Washington)







Chamam-me drink

Embriago cadeiras e desvirtuo senhoras,

Sou concorrido quando comando os meus adeptos,

Uns me conhecem, outros ignoram-me por nunca

Os ter beijados;



Atrofio corações e estrago os lares prematuros

Brilho em cada esquina, onde faço dupla com a

Vontade da carne!



Sou a máscara dos tribunais, luto contra a

Honestidade dos homens para com deus!

Mostro a continuação do verdadeiro mundo

Activando os pelos que proibiram no jardim



Ofusco a personalidade de ninguém,

Irrito a sua garganta, quando escorrego como

Alcatrão nos seus pulmões, diminuo a sua visão,

A capacidade de pensar e dou-te a tuberculose

Antes da missa!!!



Sou lendário!

Cosmopolita, por isso os títulos vão de maconha

Crack á cocaína; o meu cadastro é original para

Cada povo!



Sou a alegria dos manifestantes, o rosto dos grevistas

Estou no currículo de celebridades,

Sou o tétano do subúrbio, o desespero de uma nação.



Estou onde há mulheres e diabo (…)