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quinta-feira, 4 de março de 2010

entrevista com a irma Maria Eliene

Entrevista


Irmã Maria Eliene

“Madre superior” das Paulinas em Angola

o futuro é aquilo que nós programamos. Mulher angolana deve viver o hoje e aproveita-la construir com uma vida promissora, estudar invés de ficar no amanhã.








Factual: Actualmente a mulher angolana vem alcansando grandes passos em diversas áreas sociais, existe um significado para isso?



R: Sim, se nós olharmos aqueles que tiveram acesso a escola como aquelas que não tiveram acesso a ela, percebemos que são mulheres que procuram vencer na vida, desde aquela mulher que sai cedinho com o cesto na cabeça, e aquelas que saem de carros climatizados e caminham para os seus escritórios, cada uma delas demonstra uma forma de lutar pela vida.



Este percurso da mulher Angola, da conquista pessoal, da sua auto-estima podemos perceber neste oitos anos de paz como elas vê de forma mais simples à mais sofisticada procurando ocupar o seu lugar.



Elas estão a conquistar o seu lugar de forma gradual a aproveitando as oportunidades, embora ela não tenha o poder da decisão a mulher Angola é quem muito trabalhar.



F: A descriminação de género, os maus tratos, e a violação doméstica é uma realidade em Angola, que indicadores apontariam para se ultrapassar esta situação?



Primeiro: as mulheres não podem calar nem ter medo de denunciar, quando a mulher não denuncia não se tomam providências, submissão não é sinónimo de desrespeitadas, o homem violador não se respeita a si mesmo; segundo: a mulher tem de saber educar bem o seu filho, para que futuramente não provoquem essas atrocidades.



F: Denunciando, as mulheres estarão a caminho dos direitos iguais a tento aclamado?

Claro, isto dará respeito mútuo no lar, os mesmos direitos que o homem tem do lar ao nível social é o mesmo que a mulher deve ter. De tal forma como a mulher consegue dispersar a sua atenção em cuidar dos filhos, da casa do marido e do emprego, a torna como uma moradora cuja diferença biológica da sua intuição não significa superioridade dela em relação ao homem. E o homem, somente olha em frente. Se olharmos nas empresas cuja maioria é mulher nota-se uma grande prosperidade, porque conquistaram as oportunidades fruto dos direitos iguais que se pretende.



F: A emancipação massiva da mulher angolana não poderá implicar um abandono das actividades cujas mulheres estão sujeitas a dar como a educação?

Essa realidade não é somente de Angola, é de toda a mulher que trabalha e necessita de alguém para cuidar dos filhos. Mas, isto depende muito de cada mulher, existem aquelas mais versáteis que aproveitam transmitir o afecto às crianças na hora do jantar, no momento em que estão a dormir transmitindo o calor da mãe; e isso é positivo já que temos de nos levantar cedíssimo para o trabalho e regressamos tarde.



Deixar a criança com a empregada não significa descuidar dela. Existem famílias que passam o dia com as crianças a gritar e nem transmitem amor, o importante não é o que você dá porque, amor demais não desenvolve personalidade desequilibrada da criança, mas sim, a qualidade do tempo que a mãe está com o filho.



F: É difíceis as mulheres serem dirigentes em África, e como elas podem ajudar na resolução dos problemas sociais?

Não é difícil. Mas é uma questão de preparar-se. A mulher deve valorizar-se a si mesma saber cultivar, não entregar-se ao primeiro homem que aparece na rua, e chegar ao ponto de seres apontado por qualquer, possuir dois ou mais namorados não é modernidade é careta. Qualquer trabalho é digno, o que não é digno é vender o corpo na vida fácil.



F: Onde está o futuro da mulher Angola?

O futuro está na valorização da actividade digna de cada uma, o futuro é hoje o amanhã não existe só existe o hoje, por que o passado é presente nas nossas memórias, o futuro é aquilo que nós programamos. Mulher angolana deve viver o hoje e aproveita-la construir com uma vida promissora, estudar invés de ficar no amanhã.



F: Quais os métodos usados pelas Paulinas para ajudar a colmatar os problema que apoquentam as mulheres e sociedade em geral?

A nossa livraria possui diversos livros e para todas as idades dos mais científicos à missão de Cristo, para quem pode ler e CD´s em áudio para quem não pode ler mas escutar, vídeos diversos para famílias e jovens em como superar os problemas sociais. Por intermédio dos nossos programas e recursos a pessoa pode ter uma auto-formação.



F: Há esperança para a mulher Zungueira em Angola e o fim dos problemas do género?

Enquanto houver o ser humano na face da terra vai haver violência, porque o homem não conhecesse a si mesmo, ele não é capaz de prever as coisas.



Isto poderá diminuir quando o acesso a informação não for selectiva e os órgãos em que elas recorrerem agir de forma positiva e imediata, para que não se sintam desamparadas, portanto, quanto mais for a informação maior será a possibilidade de reconhecer os seus direitos e denunciar, porque são elas que dão a luz e trazem a paz no lar.



F: Uma mensagem para as mulheres angolanas

Acreditem a si mesmo, no seu potencial de dar a vida, criar, alimentar e educar, nunca perder a esperança, agir hoje e nãos esperar amanha sem se esquecer de confiar em deus e cada dia será uma oportunidade de crescermos para amar e ser respeitada.

A COMUNICAÇAO SOCIAL EM ANGOLA

REPÚBLICA DE ANGOLA


CONSELHO NACIONAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL


Deliberação



No âmbito das atribuições relacionadas com o assentamento do exercício do direito e a liberdade de imprensa e na sequencia da sua última reunião plenária realizada a 23 de Fevereiro de 2010, conselho nacional de comunicação social (CNCS) tomou nota com muita preocupação das noticias referentes aos recentes incidentes entre agentes policiais e ardinas que se saldaram no confisco de centenas de jornais pelas autoridades.



1- O CNCS achou por bem incluir esta preocupação no top desta deliberação, por considerar que o confisco administrativo de jornais, independentemente das razoes que possam estar na sua origem, viola os fundamentos da própria liberdade de imprensa e o direito dos cidadãos à serem informados sem impedimentos nem discriminação, conforme reza a nova lei constitucional.



Neste âmbito e admitido que possa ter havido algum comportamento menos adequado por parte dos ardinas na via pública, o CNCS apela as autoridades policiais a adoptarem outros procedimentos no cumprimento da sua missão, que em circunstancia alguma passem pela apreensão dos jornais.



2- O conselho considera bastante positiva e geradora de novas expectativas, as referencias à comunicação social feitas por Sua Excelência, presidente José Eduardo dos Santos, no seu discurso inaugural da 3ª republica, segundo as quais o “Estado vai continuar a criar condições para que a imprensa seja cada vez mais forte, isenta, plural, responsável e independente”.



Estas referencias vêm completamente ao encontro das atribuições e competências deste conselho que, vezes sem conta, em anteriores deliberações, tem feito a sua apologia no quadro limitado do seu mandato e quais vezes debaixo de um fogo cruzado de incompreensões e hostilidades quer das entidades públicas, como das privadas.



3- O CNCS congratula-se com os avanços registados no texto da nova lei constitucional em matéria dos direitos relacionados com a liberdade de expressão, de informação de imprensa, com destaque para o compromisso assumido pelo Estado de assegurar a existência e o funcionamento independente e qualitativamente competitivo de um serviço público de rádio e televisão.



4- O CNCS reitera a sua disposição e determinação de continuar a desempenhar a sua função de entidade reguladora independente do sector, ao mesmo tempo que chama a atenção, a quem de direito, para a urgente necessidade de se rever o seu estado legal, de forma a adopta-lo aos desafios da nova republica, sem a qual este organismo terá poucas possibilidades de estar a altura das suas responsabilidades.



Esta deliberação foi aprovada em sessão plenária do Conselho Nacional de Comunicação Social