Mostrar mensagens com a etiqueta minha obra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta minha obra. Mostrar todas as mensagens
sábado, 9 de janeiro de 2010
Convite A Sepultura (I) (1968 França)
Convite A Sepultura (I) (1968 França)
Desgraçado sentado nestas pedras
Com os pés em leilão, salto como
1 Percevejo gritando como a cigarra,
e já morri varias Vezes (…)
Estou com o esqueleto aguado
Emprestado, para suportar
Os métodos de um consumismo
Flutuante que se esbanja
Como as ondas alienadas da
Película deste império,
Não necessito de beiras nem de feiras
Mantenho-me dos agasalhos da minha
Emanação, na formação utópica desta fraqueza
Não sou e nunca fui o resultado
Das experiências Erróneas, o lucrado
feito em castigo
Já não auguro o vosso calendário
Estou distante da terra e mais próximo
Das estrelas
Na profundeza da escuridão vazia
Na profundeza das areias mais frias
Observação da carne, se tenho bomba
o meu coração
Não é relógio, não fui arquitectado
Para ser pintado,
Já não preciso sermões para ser
Fotografado,
Sou, a solicitação em pessoa,
Assim, excluam-me deste mapa
Volátil
Na Penumbra, Dos Sonhos
Na Penumbra, Dos Sonhos
(1984 Sudão)
Retomaram-se os pés perplexos e hirtos, quando
Lançaram as mãos queimadas na oração…
Fugiu a sombra das vidas, fugiram os corpos das almas,
Imóveis degenerados nas coordenadas
Desta penumbra…
Começou assim, o hino num olhar labirinto,
A clareza despida das nuvens, sob a harmonia nos
Catetos dessa imobilidade, agora nas palmas algemadas;
(…) Escrupulosamente uniram-se as mãos em febre,
Tudo porque não havia espaço para enxergar os sonhos (…)
O coro é o mesmo, e…
Foi deixado assim... na dependência dos inocentes e
Independente da sombra perseguida,
Juro aos que verem e ouviram na penumbra dos sonhos!
Aqui, As Minhas Lágrimas Anoitecem
Aqui, As Minhas Lágrimas Anoitecem
(1980 Egipto)
Já não importam as chamas da liberdade
Assim como já não tenho pressa de ser enganado
E viver, porque, todos aplausos no néctar
Da emoção têm sentidos estranhos,
Ainda há água turva nestes cabides?
Os charlatães são lavados, neste jogo, apanhados e
Acorrentados sentados;
Já fui alvo nos debates e, nos aplausos da plateia,
Zungaram venenos para secar os meus lábios
Silenciaram a nudez nas rochas! Onde os passos
Anunciavam as eras, da asneiras da minha geração!
Cuidado com o que me fazeis!!!
Os passos marcados no chão não retrocedem em vão,
Ainda há um cantar no olhar deste soletrar;
Se perdem no tempo e chamuscam dizeres
Afastam-se de mim e abnegam os meus verdadeiros
Retratos, «aqui as minhas lágrimas anoitecem»
(…) Quem descreverá o meu sentido itinerário
A este presente, atrás dos créditos que não chegam?
Deste luto inebriante de promessas a passos divididos?...
Quem?
A Lança Da Sepultura No Épico
A Lança Da Sepultura No Épico
(1073 Vietname)
Foste encontrada minguada nos carris de um
deserto 100 terra, onde rastejaram falsos sentimentos,
quando chegaram os homens que presumiram
envenenar o seu feto de cereais, atrás
Do épico.
Dos encalços que não provocastes e te ris
nos seios prometidos de uma Infância lacónica;
Deste lado,
A mística tem esta nota, sem pausa nem causa
procurando na pista a máscara que não é de casa
senão de vagabundas, prostitutas e
Infecundos retratos!
Do outro lado,
A necessidade em salvar-te deste paralelo corcunda
Onde muitos não encontram a tracção natural das
Coisas,
Assim, não cantarão nem dançarão!
Vivendo pendentes da alma e do espírito nocivo da
Carne,
Eu não quero que renasças para morrer (…)
De saber que amanha vão-me entristecer (…)
E não terei cores nos lábios para te fazer ressuscitar;
Subscrever:
Comentários (Atom)