sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Grande Entrevista`de Milu Claudine


 
“Se fosse a Ministra da comunicação social em Angola contribuiria para a expansão de uma verdadeira informação em Angola, descentralizava o sector informático, que está excessivamente em Luanda, os jornais, as rádios para todas as cidades e uma rede de correspondentes do país para o mundo e na televisão criaria estruturas potentes para gerar imagem de Angola para o mundo, e isto passaria necessariamente por uma administração participativa de todos os fazedores de comunicação”.

 

 

 

 

 

Perfil

-Cozinha: Sei muito bem

O pior em angola: Corrupção

Filme: A pantera Cor de Rosa

Escritor: Uehanga Xito

Cor: vermelha

País de sonho: Itália

Livro: Cinco montes de Paulo coelho

Olhos: Castanhos

Altura: 1.73cm

Trajes para saída: Jeans e Blease

Aventura: Ir ao Huambo de carro

Vernis: Vermelho

Casa: tenho e própria

Carro: tenho

Estado: Solteira

Filhos: farei tarde e terei somente dois.

Músico: Gabriel Chiema

 

 

Finalista de comunicação social, Empresária e Funcionária Pública Milu Claudine é Solteira, natural de Luanda, Milu como é aprazivelmente conhecida apresenta-se como uma mulher forte e de traços convictos para os seus anseios e desejos de uma mulher poderosamente independente.

 

A nossa convidada é filha de mae Zambiana e pai Cokwe ela começou por revelar que as suas influências no mundo do trabalho e da comunicação social surgiram muito cedo, mas foi Joana Tomás, repórter da TV Angola quem mais a influenciou dada a sua forma irreversível de tratar as matérias investigadas minuciosamente.

 

- o que te encanta na comunicação social?

- é particularmente as informações que na primeira vez consideramo-las de inéditas, aqueles dados que acabam por consumir –nos tempo para a sua minuciosa analise, classificação e aprovação estes são na realidade instancias coisas que atraem a minha pessoa para inclinar-se neste mundo apaixonante da comunicação, e consequentemente acabamos por viver estes momentos como se dela fosse um cardápio ou uma agenda da nossa vida.

 

- -os profissionais de comunicação

- Estes estão ali para cumprirem com o papel que lhes foi incumbido, e necessitam faze-lo com honra e dignidade para que sejam visto imitados exemplarmente, quer os que apresentam assim como os que somente são ouvidos, nas rádios são a principio moralizadores sociais, e quando desviam da conduta social estes são desacreditados e influenciam negativamente a sociedade.

 

-Grelha de programação nos canais de TV em Angola

- Há uma melhoria, hoje os programas que existem, correspondem ao actual momento a da inovação, temos também novos rostos e temáticas de diversos quadrantes nacionais.

 

 

- Que avaliação faz sobre a comunicação social em Angola?

- Soou muito nova para fazer uma avaliação, mas devo dizer-lhe que em dez anos de paz, considero estarmos a passos largos comparativamente com o recente passado histórico, hoje temos jornalistas mais preocupados com o género de matérias que pretendem publicar, as rádios assim como as cadeias televisivas já emitem suas notícias com mais qualidade sonora, em Angola assim como nas lides internacionais. E o caminho que devemos seguir, é o da objectividade, informar e formar com verdade e com uma linguagem clara nas rádios e TV.

 

Comparativamente aos anos anteriores hoje a internet entra na comunicação social angolana como diferença, na rapidez e expansão sobre qualquer assunto tratado em milésimos de segundo.   

 

A internet também chegou para ocultar alguns princípios como o das boas maneiras e o da privacidade, hoje vimos muitos jovens envaidecidos que deliberadamente fazem o que lhes apetece na internet, criam insinuações e ofendem o bom nome das pessoas, quem possamos os deter, tudo porque não sabemos da identidade da pessoa com a qual partilhamos as amizades na internet.  

 

- O que faz um bom jornalista?

- Humildade, sinceridade, investigação, e ter um espírito de equipa.  

 

 

- O que farias se tivesse na cadeira de Ministra da comunicação Social em Angola?

- Contribuiria para a expansão de uma verdadeira informação em Angola, descentralizava o sector informático, que está excessivamente em Luanda, os jornais, as rádios para todas as cidades e uma rede de correspondentes do país para o mundo e na televisão criaria estruturas potentes para gerar imagem de Angola para o mundo, e isto passaria necessariamente por uma administração participativa de todos os fazedores de comunicação.

 

Primava por uma comunicação social aberta, plural e promotora de direitos, deveres e solidariedade entre as comunidades e as instituições sociais, onde a escola e as igrejas teriam fortes papeais para o diálogo com a juventude.   

 

 

- A cultura da nossa juventude?

- A nossa juventude está um pouco desfeita no ponto de vista comportamental, e mais com a febre das festas, agora no meio da semana, os jovens pensam que nos ligarmos às nossas raízes perdemos adrenalina do universo da moda, seremos mal vistos e envergonhados pelos amigos, em consequência disso, acabamos por dar maior realce traços culturais estrangeiros.

 

É certo que quando nos esquecemos das nossas origens, perdemos a orientação de vida. É necessário que o Ministério da Cultura e da educação continuem com o projecto de massificação de ensino das línguas nacionais nas escolas secundárias e no ensino superior.

 

 

O lugar da mulher em Angola

- Hoje felizmente as mulheres estão a mudar de atitude, querem formar-se e ajudar a família de moda igual, têm noções dos direitos que merecem e já se envolvem a peito em questões políticas, hoje temos mulheres ativas para a vida social, estamos inseridas numa sociedade de competição, onde ninguém quer ouvir os factos em segundo lugar, tão pouco ficar distante da reconstrução de Angola.

 

 

- Delinquência Juvenil

- É um fenómeno social, passível de solução, nas zonas suburbanas está a aumentar nos últimos dias, mesmo com a intervenção da Polícia Nacional. Esperemos que alguns destes jovens, ainda com familiares para partilharem a vida encontrem-se com seus irmãos, e aqueles cujos pais andam distante deste mundo, que se rendam e procurem ajuda, o país está a mudar e necessitamos de jovens para trabalhar.

 

 

- A saúde em Angola

- Comparando com os cinco anos atrás, podemos afirmar que estamos a desenvolver, mas não significa que devemos descansar, tudo porque ainda continuamos a registar mortes infantis num índice assustador, e isto requer do nosso estado muito trabalho interventivo nesta área.

 

- Pra onde caminha o ensino superior em Angola?

- O ensino superior deveria merecer mais atenção, dados problemas com os quais trazemos da base, e para a infelicidade dos candidatos apurados ao ensino superior, eles são sujeitos a suportar docentes universitários com problemas de transmissão de saberes, assim, se o aprendiz, agora estudante não for hábil estudar para contornar a sua carreira de principio ameaçada, acaba por perder as esperanças.

 

Pois é exigido a investigar conteúdos que em sua Biblioteca não existe, senão nas livrarias onde o custo de um livro científico, é superior a 5 mil Kwanzas, onde é que este estudante, não empregado, vai tirar dinheiro para custear suas necessidades.

 

-Moda em Angola

-Está a evoluir, quantitativamente, por intermédio de novas agências de modas, maior número de estilistas amadores, e a promoção de eventos em Luanda, como sendo a capital estratégica. Gosto em particular a Nadir Tatty.

 

- Os emigrantes estão a preferir Angola como um porto seguro, o que temos de especial?

- Aqui que os Angolanos não estão a ver!!! (risos)

 

 -Mensagem final

- Que a juventude se sinta feliz em Angola.

 

 

 

 

Educaçao em Angola, 18 mil professores para 2013


 

O Ministério da Educação Mpinda Simão a inserção de mais de 18 mil professores no presente ano a nível nacional para o ensino primário e secundário o prevê aumentar alargando assim a rede escolar para cinco porcento.

 

De acordo com o titular da educação o aumento faz parte do programa de desenvolvimento, que tem como objectivo fundamental o alcance da educação para, onde o aumento de alunos implica o aumento de professores.

 

Mpinda Simão falou também da distribuição de livros nas escolas, sublinhando que em 2012 foram produzidos cerca de 37 milhões de livros para o sistema, mas houve um défice que afectou a 5ª e 6ª classes. Para 2013 estão a ser produzidos mais livros de maneiras a corrigir a falha de 2012, daí o motivo do atraso na distribuição.

 


Educação inclusiva é a próxima meta

A educação inclusiva é uma meta que o país pretende alcançar nos próximos tempos para proporcionar a todos o acesso, permanência e término escolar, que tem como suporte legislativo a Lei 13/01 de 31 de Dezembro, refere um documento do Ministério da Educação (MED).

 

Segundo o documento, a constituição da República, no seu artigo 83, estabelece o direito das pessoas com necessidades especiais receberem educação, preferencialmente nas escolas do ensino geral, promovendo assim a sua plena inclusão na sociedade.

 

"Trata-se portanto de duas questões: o direito a educação comum e o direito a receber educação, sempre que possível junto com as demais pessoas nas escolas regulares.

 

O estatuto da modalidade da educação especial incorpora um conjunto de medidas que permitem ao sistema de educação garantir o enquadramento escolar dos alunos com necessidades educativas especiais, independentemente da sua heterogeneidade.

 

Actualmente, a educação especial está presente nas 18 províncias do país, tendo sido atendidos em 2011, 23.193 alunos, dos quais 10.527 do sexo feminino.

 

Em Angola, a educação especial conta com uma rede escolar de 13 escolas especiais e 687 escolas inclusivas. Para o atendimento da referida cifra, conta com 4.517 professores, a leccionarem nas diversas áreas.

 

Foram formados no âmbito da cooperação Angola/Brasil, 798 formadores provinciais em sete áreas de intervenção

 

ABORTO TORNA-SE DIVERSTIMENTO ENTRE JOVENS NO HUAMNO


 
Cresce o número de abortos por média diária na cidade do Huambo cometido por jovens com idade entre os 15 aos 20 anos de idade por falta de aconselhamento médico, fuga a paternidade e promiscuidade.

 

Segundo o corpo médico dos centros hospitalares de Caala e Benfica no Huambo ouvido pelo Factual sobre o fenómeno a realidade sexual entre jovens é preocupante por falta de assimilação das orientações médicas feitas nas aldeias, vilas, bairros, igrejas, centros hospitalares e nas igrejas existentes no Huambo.

 

As unidades hospitalares possuem planos de orientações para a prevenção de doenças, como o cancro da mamã, as transmissíveis sexualmente, gravidez indesejadas, e outros cuidados necessários para a população, mas muitos jovens na cidade do Huambo e municípios com desenvolvimento social em curso é acabam por negligenciar as orientações.

 

“Muitas destas raparigas, que abortam sem cuidados médicos não possuem uma família estruturada, são órfãs de pais, estão abaixo do nível escolar elementar, vivem no seio de uma família desfavorecida e são influenciadas pela modernidade partilhada pelos jovens de Luanda e Benguela, sempre que chegam nesta cidade”.

 

A estudante de enfermagem Jovita Pinto considera a situação a normal e que podem influenciar negativamente no crescimento rentável da produção industrial da província, onde a juventude é chamada a colaborar, pois muitos são os que perderam seus pais durante a guerra fratricida, mas mantém-se firmes e próspero para uma vida saudável e não se prostituem até abortarem outros seres.

 

Jovita Pinto disse que esta realidade tende a aumentar a cada ano que passa, pois é na periferia onde os casos mais complexos acontecem, fora do conhecimento das autoridades sanitárias e dos encarregados de educação. “Seria utilitária se a igreja abrisse verdadeiramente a sua função social de ajudar na sensibilização das doenças e males que enfermam a juventude”.

 

Emiliana Simão de 19 anos de idade é órfã de pais e confessa ter abortado três vezes durante o ano de 2012, alegando falta de condições financeira para assumir o bebé, que a mesma desconhecia o pai dada a promiscuidade, que levou durante a fase do seu relacionamento.

 

“Não estudo por falta de documentos pessoais, cheguei de Luanda para este fim, mas os meus tios de nada fazem para enquadrar-me no ensino”.

 

Segundo o psicólogo Damião Felisberto as razões que levam jovens a procederem-se por meios destas práticas não são impossíveis de contorno, urge as instituições sociais, a escola e a igreja incluindo os hospitais saírem de suas unidades de atendimento e estarem mais próxima das pessoas, que por falta de recursos financeiros e possibilidades de transporte não chegam ao socorro destas.  

 

 

 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Jovens em LuandaEntre a pirataria e a sobrevivência


Cresce o número de jovens que se dedicam a pirataria de materiais eletrónicos como Cds de vídeo, áudio e outros produtos cosméticos na capital da provincial de Luanda, meios pelos quais sobrevivem centenas de jovens na capital de Luanda.

 

Os jovens “piratas” são maior parte Discos Jóqueis (DJ), na periferia e centro da cidade (localizados nos terraços dos edifícios) onde produzem e copiam músicas, vídeos em Cassetes VHS e CD (Compact Disc) e HD (High Difinition) para a sua comercialização nos mercados dos Kikolo, Asa Branca, Congolenses e Kwanzas.

 

Os jovens naturais de Luanda, Malanje, Bengo, Bié e Benguela, possuem aparelhos de alta tecnologia, que os possibilita copiar CDs, Cassetes, Disquetes e outros meios eletrónicos de sons para a sua venda às Redes de Jovens “Piratas” criadas com o objectivo de expandir vídeos clipes angolanos e músicas nos mercados do Cazenga, Sambizanga e Viana e Cacuaco.

 

O Factual abordou alguns jovens que se dedicam ao hodierno crime da pirataria, que sem rodeia assumiram serem detentores da pirataria por razões da falta de emprego e oportunidade, no mercado de trabalho angolana.

 

André Simão, de 19 anos de idade é natural do Bengo, e assume ser “Pirata” por influencia de amigos, que o ensinaram a tocar no manuseio de programas virtuais, e pelos quais conseguiu montar no bairro da Petrangol, Sambizanga Estúdio musical, onde grava e copia por dia mais de 100 CDs para a sua venda nos mercados do Panguila e Kwanzas.

 

“Chegamos a fazer mais de 10 mil Kwanzas por dia em cada caixa de 50 CDs-cópia, e acho ser algo satisfactório para o nosso trabalho”, disse.

 

Edilson Gomes de 20 anos é considerado na Rua Ngola Kiluanje, Cazenga, como o “Make Money” alguém com capacidades em dar solução a quase tudo, ele falsifica Bilhetes de Identidade, Certificados, Cremes para Cabelo de marca TCB, embalagens de água, cartões escolares e Bolderoux.

 

“Prefiro fazer isso do que roubar e depois ser apanhado e cumprir uma pena na cadeia, é uma alternativa, que tenho para sobreviver”, confessou.

 

É de recordar que o responsável da Direcção Nacional dos Direitos de Autor do Ministério da Cultura, Pinto Baptista, afirmara numa palestra sobre “Problemática dos direitos de autor e conexos”, dada em Agosto à margem da Feira Internacional da Música e da Leitura, que decorre de 13 a 19 de Agosto que a pirataria leva abaixo todo um esforço intelectual de um indivíduo e cria perturbações mentais ao autor, por ver roubada a sua obra.

 

“Temos que começar a sensibilizar. Por tudo quanto é lugar vimos espalhados obras copiadas e trabalhos pirateados a circular sem que haja a noção dos direitos de autor. Tudo isto tem que ser alterado”, disse.

 

“Vimos jovens que cometem o plágio, bem como artistas que não têm sequer o mínimo de consideração pelo trabalho do outro nem, em alguns casos, a noção da situação. Temos que ensinar a garantir a respeitabilidade pelos direitos de autor”, sublinhou.

 

 

 

Segundo o relatório da ONU intitulado “Emprego de Jovens: Perspectivas da Juventude na Busca de Trabalho Decente em Tempos de Mudança“ divulgado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA).

Dá conta que a taxa de desemprego global de juventude atingiu seu recorde histórico em 2009, quando cerca de 75,8 milhões de jovens ficaram desempregados. Em 2010, a taxa de desemprego global de jovens era 12,6%, muito maior do que a taxa de desemprego mundial adulto de 4,8%.

Hoje, cerca de 152 milhões de trabalhadores jovens são de famílias que estão abaixo da linha da pobreza (vivem com menos de 1,25 dólar por dia), compreendendo 24% dos trabalhadores pobres do mundo.

 

 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

RETROSPECTIVA EDUCAÇÃO 2012: ENTRE A ADAPTAÇÃO E O CONSENSO



 
O Ministério da Educação desenvolveu, no quinquénio (2008-2012), programas e acções, cuja implementação centrou-se no programa da reforma educativa, na reestruturação do serviço de inspecção escolar

 

Aos aspectos concorrentes para a melhoria da qualidade de ensino destacam-se dois factores, nomeadamente endógenos (carteiras, escolas, manuais, formação de professores) e exógenos (participação dos encarregados de educação no acompanhamento da vida escolar dos educandos gestão das instituições escolares).

 

O MED tem vindo a observar um aumento nas taxas de aprovação em todos os níveis de ensino e consequentemente diminuição das taxas de reprovação em todos os níveis de ensino.

 

Mpinda Simão acrescentou ainda notar com apreensão a estabilidade das taxas de abandono escolar, mas ainda há algumas preocupações a serem levantadas, no referente a proporcionalidade entre o aumento das taxas de aprovação e os níveis de conhecimento que os alunos possuem ao frequentarem uma determinada classe, a influência do nível de organização das escolas para obter uma qualidade de ensino aceitável de acordo com os padrões internacionais.

 

Na base destas projecções registou-se a implementação satisfatória do programa da Reforma Educativa, a formação e superação de docentes e gestores escolares, a disponibilização de material escolar e o programa de merenda escolar.

 

Persistem ainda muitas dificuldades na realização do processo de ensino, aprendizagem na escola e na sala de aulas provocado pela sistemática ausência dos locais de trabalho dos directores e professores e negligência generalizada, referiu.

 

No Cunene prevê-se a intensificação do ensino de adultos em 2013 o sector vai em 2013, intensificar o ensino de alfabetização a nível das localidades, visando permitir que mais cidadãos aprendam a ler e a escrever.

 

O programa conta com novos alfabetizadores que aguardam apenas por um seminário de capacitação para que no próximo ano lectivo sejam enquadrados no sistema de alfabetização, juntando-se aos 300 já existentes.

 

Ao nível dos municípios do Kwanhama, Cuvelai, Coroca, Namacunde, Ombadja e Cahama, o programa conta com alguns parceiros, sobretudo as instituições religiosas, que de forma positiva têm contribuído para a erradicação do analfabetismo. 10.650 adultos foram alfabetizadas no módulo I, que corresponde a 1ª e 2ª classes, de Março a Agosto do ano em curso, pelo programa de aceleração escolar.

 

No período de 2007/ 2011 foram já formados no município do Tômbwa mais de três mil jovens em diversos cursos médios, mormente nas especialidades de Geografia/História, Matemática/Física, Biologia/Química, Língua Portuguesa, Francês, Inglês, Ciências Exactas e Comunicação Social.

 

No Bengo a fuga de responsabilidade docente está a ofuscar o ensino a afirmação é do Secretário-geral do Sinprof/Bengo João Zacarias Pedroto que sustenta o facto dado não pagamento dos cargos de coordenadores de cursos, turma, turno, disciplinas e mais de 13 professores sem salário, subsídios de exame não desde o ano 2011 e o suprimento dos acordos ratificados entre o Simpro/Bengo e a Direcção provincial da Educação.

Preocupados com a qualidade de ensino em Angola o Instituto Superior de Ciências de Educação em Luanda ISCED realizou a 10ª jornadas científicas com o lema “A profissionalização e a investigação para a excelência da Educação Universitária”  onde procuram debater as mais diversas ideias relacionadas Debater as principais experiências que conduzam à nova reorganização da actividade de Educação.

 

Em benguela foram admitidos mais de cem novos professores no município de Caimbambo, 116 quilómetros a sul da cidade de Benguela, a admissão de novos professores, eleva-se para mil e 233 docentes a nível da circunscrição, que possui 101 escolas, sendo 99 do ensino primário.

 

Na Huila novas escolas albergam mais de 27 mil crianças na


enquadradas nos últimos três anos pela direcção provincial da Huíla da educação, graças a construção de seis mil e 868 novas salas de aula.

 

A província da Huíla contava, em 2008, com 35 mil crianças que não estudavam, número que caiu para oito mil em 2012, em função dos investimentos no sector. No presente ano lectivo foram matriculados na província da Huíla um total de 724 mil e 726 alunos, que estudam em mil e 817 escolas.

 

 

 

sábado, 22 de dezembro de 2012

ALDEIAS DO ÚCUAPOSTOS MÉDICOS PRECISAM-SE


Bengo
 
O grito de socorro vem dos moradores da comuna do Úcua que debatem-se com a falta de fármacos e postos médicos, a fim de acudir as mais diversas situações sanitárias como a diarreia acuda, sarna, doenças de sono e outras enfermidades tropicais.


As condições geográficas pelas quais inúmeras aldeias se encontram, tem condicionado a sanidade rural das populações residentes na estrada provincial do Bengo, facto que propicia negativamente a presença e o aumento de doenças tropicais como a doença de sono e o sarampo.

 

O número de mortes infantis tem sido frequente, sem soluções médicas convencionais, familiares há que se socorrem dos diagnósticos tradicionais, em contra partida, a cura tarda a chegar, e a agonia é ressentida pelas famílias, quando a morte bate a porte para a separação física com os seus pacientes enfermados em casa.

 

Durante os dois últimos meses mais de cinco crianças perderam a vida por falta de socorros médicos emergentes, transportes e consultas recomendadas.

 

Os familiares temem que o infortúnio prossiga nos próximos meses em todas as aldeias, deste modo, pedem a intervenção imediata das equipas médicas do Dande.

 

Segundos familiares abordados pelo Factual, somente nas épocas de campanhas médicas têm constatado a presença de enfermeiros por algumas horas, após as suas actividades, nenhum corpo médico é recomendado a permanecer entre as aldeias, a fim de socorrer as demais famílias.

 

A comissão de moradores, fez saber ao Factual que a aldeia não possui nenhum posto médico, pelo que têm de andar mais de 30 Quilómetros a pé para socorrerem-se de suas enfermidades na sede da comuna do Úcua ou na cidade de Caxito.

 

Ademais a carência de transporte assim como os custos que advém dela para os enfermos se deslocarem aos hospitais, têm sido um Handcap, pois, muitos familiares perdem seus parentes entre as mãos por falta de transporte.

 

Joana Makula de 39 anos chamou de leviana e incapaz a direcção provincial da saúde naquela cidade de Caxito, por não satisfazer as necessidades sanitárias dos demais moradores, “não temos médicos de verdade, por isso estamos sempre a importar seringas e a permitir que crianças morram antes de atingirem os 5 anos”.

 

O Factual ouviu a direcção provincial da saúde naquela cidade de Caxito, que anunciou para breve uma visita e diagnóstico dos inúmeros problemas assentes aos moradores das aldeias localizadas ao longo da estrada do Úcua.

 

Bengo constitui uma unidade administrativa recente, criada em 26 de Abril de 1980 por desagregação da província de Luanda. Pela Lei n.º 29/11, de 1 de Setembro,

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

BAIRROS BENFICA E CHINGUARI MORADORES CLAMAM POR ESQUADRA MÓVEL



Pela onda de assaltos à luz do dia, a intromissão em residências alheias, violações sexuais a estudantes nocturnos, o roubo de viaturas, situação associada à falta de energia eléctrica, moradores do bairro Benfica e Chinguari, no município de Belas, clamam por uma esquadra móvel.

De acordo com moradores, a onda de assaltos multiplicou-se pela falta de energia eléctrica em quase todo o município, e com maior incidência nos bairros Benfica e Chinguari, cuja segurança põe os moradores a viverem sob tensão, face à presença dos meliantes diariamente.

Nos três últimos meses, mais de dez residências, uma igreja, cinco lojas e duas viaturas, foram assaltadas à luz do dia. Os moradores consideram tal situação crítica, dada à forma como os meliantes pilham os bens de cidadãos indefesos.

A Igreja IECA, situada no Chinguari, foi assaltada há meses, tendo sido levados mais de 40 mil Kwanzas, guitarras e outros materiais de som.

Nas residências, os meliantes retiraram botijas de gás butano e máquinas eléctricas, enquanto no período nocturno se dedicam à violação de estudantes do PUNIV, na Samba.

Estudantes escusam-se ir à escola no período nocturno pela falta de iluminação pública e a presença de cidadãos estranhos ao longo da via pública.

Por essa razão, elas sujeitam-se a perder aulas e, consequentemente, a retraírem o bom desempeno académico nos exames do primeiro trimestre.

Lola Garcia, de 18 anos, fez saber ao Factual ter visto a sua colega de sala a ser violada por um grupo de três jovens por volta das 20horas, quando regressava das aulas, na semana finda.

“Nenhum colega evitou o pior, pois, ninguém queria colocar a sua vida em risco, uma vez que estavam munidos de armas de fogo”, justificou.

De acordo com moradores, a situação é conhecida pela Esquadra do Benfica e da Camuxiba, na Samba.

Vários apelos foram lançados mas, em contrapartida, a situação permanece crítica aos olhos dos indefesos cidadãos, sujeitos à opressão de cidadãos oportunistas em tempo de paz.

Depois da redefinição do ordenamento do território da província de Luanda, agora com sete municípios, cidadãos pedem maior vigilância da Polícia Nacional, a fim de contrapor as acções de vandalismo e oportunistas cidadãos.

Segundo moradores, as lojas de cidadãos estrangeiros têm sido assaltadas com frequência e, por estas razões, os responsáveis estão sujeitos a atender os seus clientes em privado, situação que retrai a concorrência mercantil.

 

 

 

 

 

 

 

REGRESSADOS DO CONGO, REASSENTADOS E SEM EMPREGO


Mais de uma centena de regressados angolanos que residiam na república Democrática do Congo nas condições de refugiados, foram reassentados nas suas terras de origens e em locais de suas preferências durante as duas últimas semanas findas.

 

Os regressados estão reassentados nas províncias do Uige, Huambo, Zaire e alguns familiares optarem em residir na cidade de Luanda e Bengo, locais onde encontraram inúmeras famílias e amigos de longa data, porém a falta emprego e escolas para as crianças, afiguram-se como os principais desafios dos regressados.

 

Este cidadão que há mais trinta anos residia na República Democrática do Congo, estavam reassentados entre as tendas na região do Quicabo, naquela localidade receberam tratamento de primeira necessidade, alimentação e cuidados médicos e segurança militar, pois estavam entre as matas.

 

De acordo com a Direcção provincial do Ministério da Reinserção Social Reinserção Social no Bengo os regressados instalados nas regiões de origem, receberam bens domésticos e de trabalho como camas, panelas, enxadas, catanas, e outros meios para a subsistência social de suas famílias.

 

O reassentamento obedeceu a um sistema de recolocação, dos municípios às comunas e destas para as aldeias, dada a distância que os separam e a carência de agricultores que as comunas e aldeias necessitam para o cultivo de terra a fim de recolherem alguns víveres para a sustentação de suas famílias.

 

O Ministério da Assistência e Reinserção Social do Bengo fez saber ao Factual, que aquela província a nível de Angola, constitui o ponto máximo de reassentamento para a zona norte, entretanto, todos os regressado passarão por esta localidade e desta serão distribuídos nas suas localidades de origem.

 

A falta de qualificações profissionais dos regressados é apontada pelo Ministério da Assistência e Reinserção Social naquela cidade como dificuldade primária para a subsistência dos demais cidadãos, pois, muitos regressados não conseguiram formar-se durante os últimos trinta anos de guerra.

 

Por este facto, algumas famílias optaram pelo cultivo da terra, enquanto, outras escolheram o mercado informal para o comércio de água, frutos silvestre e outros bens não perecíveis. Estes diariamente acorrem ao mercado do Sassa para conseguirem alguns bens de primeira necessidade.

 

Em contrapartida, estão também em causa mais de 70 crianças em idade pré-escolar, estas estão sujeitas a não estudar durante este ano, caso a Direcção provincial da educação cruze os braços em não criar condições de integração escolar juntamente com a Direcção provincial de Assistência e Reinserção Social do Bengo.

 

Sobre esta necessidade educativa, a Direcção provincial da educação pensa criar condições nas aldeias para campanhas de alfabetização, e incentivo a agricultura, enquanto a Direcção provincial de Assistência e Reinserção Social pretende criar parcerias com empresários, a fim de se criar pequenas empresas para incentivar o empreendedorismo nas comunas de recepção dos regressados.

 

O Factual ouviu alguns dos reassentados. O alívio de voltar a sua terra de origem é a principal satisfação, pois as condições sociais e humanas pelas quais passaram não as trouxe experiências agradáveis. Alguns perderam seus parentes, e tiveram de contrair diversas doenças, fruto das exigências por escolhas filhos, marido estes afirmaram estar.

 

 

 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

THE HAPPINESS IN THE HOLES OF THAT METROPOLIS

THE HAPPINESS IN THE HOLES OF THAT METROPOLIS



We polished from a side to the other the search of the problems,

Playing the stomach, in the nostalgia of begging!

Where the hands to ask and to scratch the beards are the ones that steal,

The brain to see the future was atrophic of gasoline (…)



The voice for a song the this Luanda is the one that inflames

The hate and he/she says things,

(…) The happiness is in the holes,

The love is Utopia (…) there the very poor always had cigarette!

Unnoticed step perspiring the shame of

Many glory, tearing, the perspiration and the dust ocean

Of this metropolis; the search of a bonfire,

As well as it was in the past, the screams of the freedom

They are today the one of the libertinism!



He/she is people's song and friends of there

Of the cómicos and tragic stages, of children and you glory of the old age…

Where the melody yesterday, doesn't have feat for the moment,

In the islands and suburbs, of youths of the whistles

Threatened and well interpreted

II

They sold the steps of the renascence

Regridem and they become dependent,

Showing the sharpened teeth of indecent faith;

Inhuman and disgusting (…) here is the mirror of the insanity

Mental of many sick,

Exhausted and Satanic "! "



They sold the metropolis of filthy laws

Typed by children of GOD and printed by sinners

(…) The polluted beaches, to the houses nocturnas;

The skirts… the blood and the race; it ended in the happiness of killing the hunger!

The children that licked the balconies, the alcohol of the guile

The chemical perspiration of the shop windows; they are entitled to a hole;

Today they cry afflicted of a past that recounts her

He/she didn't allow to raise them, a choice for the poster of this night!

LA TOMBA DELLA COSCIENZA


Il passato ed il presente attraversarono, ed io ammetto di

Bocca vuota che io non sono amico di quelli carnivoro,

Io sono… un thereabout dell'asserzione si guastarono fra i processi

Più estraneo della caverna;



Io soffro di orzi e diabolismo per avere

Fumato i bambini del narra, quelli you/they si ammalarono il mio

Routine sensibile, senza differenza con la tomba…



Alcuni parlano altri criticano,

quelli non dicono né loro ronzano!

Io grido, mentre lacerando il silenzio più freddo di questo cerimónia!!!



Come questo, io non posso odiarmi, né appendere la strada;

La pietra è ambigua e he/she porta il giudizio nelle curve della noia!



È… la fine degli occhi di notti vaghe, quando il letto

Seduce il tronco ed invita l'inaspettato

Per un viaggio al subconscio!



WHERE WAS BORN AND WE WANDERED!!!





We were born at the imperfect island and without sand

Created by the time and fed by the wind

We met the rivers and the gods,

We met the reason the opposite and other or else;



We lost the glory and the human value

We lost the honor... monsters á flows,

Inhospitable Guiões of those fabled mistakes (…)



We discovered that the world is so small

To sin, so big to be born that we killed

Without permission! The life doesn't belong us!



We were born in the perfect jungle of trees, vultures and

Of mountains, where the habit became beauty,

The Habit the aesthetics, the rules… the illusion of each concept!!!



We were born where the mistakes guide us

And the norms disturb us…

POR CARÊNCIA DE ABRIGO CIDADÃOS VIOLAM DECRETO-LEI N 2/07


 

 

 
Muitos são os cidadãos que, indiscriminadamente, abatem as árvores, violam as áreas reservadas pelo Estado, dedicam-se à exploração de inertes sem autorização das entidades administrativas, queimam indiscriminadamente densas áreas para a construção das suas residências, causando, como consequências, o desnivelamento dos terrenos e a poluição da atmosfera, facto que chega a violar o Decreto Lei nº 2/07 do Organismo e Funcionamento da Administração Local do estado.

O presente Decreto-lei nº 2/07 do Organismo e Funcionamento da Administração Local do Estado, no seu Capitulo Iº, no domínio do Ambiente, diz que é da competência dos Governos provinciais a promoção de medidas tendentes à defesa e preservação do ambiente,

promover acções, campanhas e propagandas de criação de espaços verdes, promover e apoiar as medidas de protecção de recursos hídricos, de conservação do solo e da agua e dos atractivos naturais para fins turísticos, tendo em conta o desenvolvimento sustentável do turismo.

E perante esta realidade jurídica estatuída na presente lei, muitos são os munícipes de Viana, de Cacuaco e do distrito da Samba, em Luanda, que ergueram suas resistências em locais de reservas do Estado e espaços verdes, prática sucedida com o abate de árvores, escavações de inertes e queimadas de grandes hectares de savana, a fim de facilitar a construção das mesmas residências.

Na comuna das Mabubas, no município do Dande, em Caxito, a realidade assemelha-se a de Luanda, onde mais de 300 famílias construíram as suas residências em reservas do Estado e tiveram de abater cerca de 300 árvores que impossibilitavam a sua permanência nos bairros de Boa Esperança, do Porto Quipiri e do Dande.

Segundo a administração comunal do Dande, a realidade é visível por desrespeito das leis por parte dos cidadãos angolanos, quando são proibidos a não violarem áreas reservadas pelo Estado. “Este faço é acrescido devido ao índice de analfabetismo que, por sinal, é proporcional em Angola, nas zonas periféricas do interior. Logo, isto vem dificultando a conclusão dos projectos planificados pelos governos provinciais”, asseverou a fonte.

Alberto Casseque, de 50 anos de idade, afirma que a procura de uma habitação em Angola está na causa de muitos familiares procurarem espaços para a construção dos seus familiares, e as áreas reservadas pelo Estado parecem a olhos dos necessitados como se fossem abandonadas. Logo, para as famílias mais desfavorecidas e alheias à realidade jurídica sobre estes espaços reservados, acabam por infringir, deliberadamente, o Decreto-lei nº 2/07 do Organismo e Funcionamento da Administração Local do Estado.

Recorde-se que o III conselho consultivo alargado do Ministério do Urbanismo e Habitação, realizado no Lubango (Huila), em 2009, sob o lema “Os Desafios do Urbanismo e do Fomento Habitacional”, concluiu que a construção de um milhão de fogos habitacionais em todo o pais vai alojar cerca de seis milhões de cidadãos angolanos em casas sociais. A construção de um milhão de fogos habitacionais em todo país vai alojar cerca de seis milhões de cidadãos angolanos em casas sociais, segundo estimativas dos técnicos do ministério do Urbanismo e Habitação.
Esta foi a principal conclusão a que chegaram os participantes do IIIº conselho consultivo alargado do Ministério do Urbanismo e Habitação, realizado no Lubango sob o lema “Os desafios da urbanização e do fomento habitacional”.
Os participantes descreveram que, de um milhão de fogos programados, 115 mil vão ser erguidos pelo Estado, 120 mil pelo sector privado, 80 mil a cargo das cooperativas e 685 mil por meio da autoconstrução dirigida, no meio rural e urbano.
Os técnicos, reunidos durante dois dias, enalteceram os esforços do governo no sentido de abranger todos os estratos sociais, com ênfase para os cidadãos de média e baixa rendaA construção de um milhão de fogos habitacionais em todo país vai alojar cerca de seis milhões de cidadãos angolanos em casas sociais, segundo estimativas dos técnicos do ministério do Urbanismo e Habitação.
Esta foi a principal conclusão a que chegaram os participantes do IIIº conselho consultivo alargado do Ministério do Urbanismo e Habitação, realizado no Lubango sob o lema “Os desafios da urbanização e do fomento habitacional”.
Os participantes descreveram que, de um milhão de fogos programados, 115 mil vão ser erguidos pelo Estado, 120 mil pelo sector privado, 80 mil a cargo das cooperativas e 685 mil por meio da autoconstrução dirigida, no meio rural e urbano.
Os técnicos, reunidos durante dois dias, enalteceram os esforços do governo no sentido de abranger todos os estratos sociais, com ênfase para os cidadãos de média e baixa renda