O escritor moçambicano Mia Couto disse terem sido usados "falsos" argumentos para introdução do novo Acordo Ortográfico, sobretudo para a literatura, e afirmou sentir-se "ambíguo" em relação às novas regras.
"Tenho posição ambígua porque acho que houve quem estudou o assunto e sabe mais que eu. Houve linguistas que estiveram anos trabalhando sobre isso", disse a jornalistas, a propósito da nova grafia do português na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
"Provavelmente, há algumas áreas em que nós saímos todos beneficiados, como por exemplo, na área do livro escolar, da aprendizagem da língua. O facto de os manuais angolanos, moçambicanos e cabo-verdianos poderem ser feitos no Brasil ou Portugal, indiferentemente. Isso, se calhar, essas são questões práticas que pesam", afirmou.
Mia Couto, cuja obra "O Gato e o Escuro", que narra uma aventura de um gatinho amarelo que se delicia em contrariar os conselhos da mãe, foi recentemente premiada no Brasil, reuniu-se hoje com jornalistas a propósito do galardão.
No Brasil, o escritor apresentou também o seu mais recente romance "Jesusalém", com título alterado para "Antes do Nascer do Mundo".
"Jesusalém", ou "Antes do Nascer do Mundo" conta a história de Silvestre Vitalício, um homem que, abalado pela morte da mulher, Dordalma, se afasta do mundo, com os dois filhos, Mwanito e Ntunzi, e um velho criado ex-militar, e se refugia num lugar remoto, a que dá o nome de Jesusalém e onde aguarda a chegada de Deus, para pedir desculpa aos homens.
Questionado sobre como encara o novo Acordo Ortográfico, Mia Couto assegurou que irá ajustar-se à convenção, até porque não é "um militante contra o acordo", embora se distancie da "falsificação das razões" apresentadas para introdução do pacto.
"Do ponto de vista literário, não acho necessário, acho dispensável, terei dificuldades em escrever da maneira nova e acho que grande parte dos argumentos que foram feitos a favor do acordo são argumentos falsos", disse o escritor moçambicano.
"Muitas vezes se argumenta que este acordo é necessário porque os nossos países (CPLP) viviam distantes e agora a nova ortografia comum vai aproximar-nos. Acho que isto é uma mentira", afirmou Mia Couto, que é igualmente biólogo.
Para o escritor, a distância entre os países deve-se ao facto de existirem "razões de diferentes políticas, da falta de vontade de criar uma proximidade e apostas geoestratégicas diferentes".
"O Brasil tem aquele universo da América Latina, tem a sua posição no mundo, Portugal tem outra, os africanos têm outra, estas são as grandes razões (..), mas vou ter que me ajustar" às novas regras da língua portuguesa, disse.
Moçambique ainda não aderiu ao novo Acordo Ortográfico.
Angop
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Caboverdiana morta à facada na estação da Amadora
Uma mulher, de 33 anos, foi assassinada, ontem de manhã, na estação de comboios da Reboleira, Amadora, alegadamente pelo seu ex-marido, de quem teve dois filhos. O suspeito abordou-a, no local de trabalho, e fugiu depois de a ter esfaqueado várias vezes.
"É hoje. Se fores para a Reboleira, vou lá e mato-te". Estas terão sido as palavras ameaçadoras que Manuel O. terá gritado para a a ex-companheira, na manhã de ontem, quando ela saía do Bairro de Santa Filomena, na Amadora, onde vivia, rumo ao seu local de trabalho.
Pouco depois o homem terá cumprido a promessa. Pelas nove horas, ele dirigiu-se à estação de comboios da CP na Reboleira, abordou a ex-companheira, que realizava serviço de limpeza na estação, e desferiu-lhe várias facadas em todo o corpo.
Maria Olinda Fernandes morreu no local, enquanto o suspeito se colocou em fuga. Até ao fecho desta edição, permanecia a monte.
Ontem, as colegas da vítima que prestam serviço de limpeza naquela estação estavam inconsoláveis. "É uma desgraça, ele não nunca aceitou o fim do casamento", diziam, abaladas.
"Ele ameaçou-a logo pela manhã. Eu presenciei, mas ela não ligou. Todos os dias ele a ameaçava e agora aconteceu", lamentava, ontem à tarde, Luísa Lopes, tia da v
ítima, na casa dos pais de Maria Olinda, onde se reuniram vários familiares e amigos consternados e a carpir a dor.
Ao que foi possível apurar, a vítima teria regressado à casa dos progenitores no último mês de Outubro, depois de 15 anos de casamento com Manuel O., do qual teve dois filhos, actualmente com 13 e 15 anos.
"E agora quem vai dar de comer aos meus netos? Ele roubou-lhes a mãe. Os meninos precisam dela e agora o que vai ser deles?", dizia, em tom grave, António Gomes, pai de Maria Olinda.
O progenitor realçou ainda que aquela não foi a primeira vez que o genro tinha sido agressivo com a filha. "Já desde os tempos em que viviam em Cabo Verde que havia problemas. Há dois meses, quando ele discutiu com ela e pegou fogo à própria casa, ela fartou-se e fugiu para a nossa casa. Mas, mesmo assim, ele não a deixou em paz", referiu, lembrando ainda o episódio que motivou a queixa da filha à PSP.
"Um dia, apanhou-a no comboio e não a deixou sair na estação. Prendeu-a até Queluz e depois quis arrastá-la, bateu-lhe, mas ela gritou e as pessoas acudiram-na", disse, revelando ainda que o processo da agressão foi entregue às autoridades.
"A polícia sabia e nada fez. Só quando as coisas acontecem é que vão fazer alguma coisa? Esta situação já não era nova e a polícia devia ter agido e tentado evitar esta situação. Estou muito desgostoso com a justiça neste país", disse aquele imigrante, há mais de 20 anos, em Portugal.
"É hoje. Se fores para a Reboleira, vou lá e mato-te". Estas terão sido as palavras ameaçadoras que Manuel O. terá gritado para a a ex-companheira, na manhã de ontem, quando ela saía do Bairro de Santa Filomena, na Amadora, onde vivia, rumo ao seu local de trabalho.
Pouco depois o homem terá cumprido a promessa. Pelas nove horas, ele dirigiu-se à estação de comboios da CP na Reboleira, abordou a ex-companheira, que realizava serviço de limpeza na estação, e desferiu-lhe várias facadas em todo o corpo.
Maria Olinda Fernandes morreu no local, enquanto o suspeito se colocou em fuga. Até ao fecho desta edição, permanecia a monte.
Ontem, as colegas da vítima que prestam serviço de limpeza naquela estação estavam inconsoláveis. "É uma desgraça, ele não nunca aceitou o fim do casamento", diziam, abaladas.
"Ele ameaçou-a logo pela manhã. Eu presenciei, mas ela não ligou. Todos os dias ele a ameaçava e agora aconteceu", lamentava, ontem à tarde, Luísa Lopes, tia da v
ítima, na casa dos pais de Maria Olinda, onde se reuniram vários familiares e amigos consternados e a carpir a dor.
Ao que foi possível apurar, a vítima teria regressado à casa dos progenitores no último mês de Outubro, depois de 15 anos de casamento com Manuel O., do qual teve dois filhos, actualmente com 13 e 15 anos.
"E agora quem vai dar de comer aos meus netos? Ele roubou-lhes a mãe. Os meninos precisam dela e agora o que vai ser deles?", dizia, em tom grave, António Gomes, pai de Maria Olinda.
O progenitor realçou ainda que aquela não foi a primeira vez que o genro tinha sido agressivo com a filha. "Já desde os tempos em que viviam em Cabo Verde que havia problemas. Há dois meses, quando ele discutiu com ela e pegou fogo à própria casa, ela fartou-se e fugiu para a nossa casa. Mas, mesmo assim, ele não a deixou em paz", referiu, lembrando ainda o episódio que motivou a queixa da filha à PSP.
"Um dia, apanhou-a no comboio e não a deixou sair na estação. Prendeu-a até Queluz e depois quis arrastá-la, bateu-lhe, mas ela gritou e as pessoas acudiram-na", disse, revelando ainda que o processo da agressão foi entregue às autoridades.
"A polícia sabia e nada fez. Só quando as coisas acontecem é que vão fazer alguma coisa? Esta situação já não era nova e a polícia devia ter agido e tentado evitar esta situação. Estou muito desgostoso com a justiça neste país", disse aquele imigrante, há mais de 20 anos, em Portugal.
Hilary Clinton quer saber tudo sobre Cabo Verde, segundo documentos divulgados pelo Wikileaks
O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, já reagiu ao facto de Cabo Verde constar dos ficheiros secretos divulgados na semana passada pelo site Wikileaks.
Cabo Verde esteve desde o ano passado sob apertada espionagem dos EUA, de acordo com os ficheiros secretos da diplomacia americana divulgados pelo site
Wikileaks.
Segundo José Maria Neves, citado pelo jornal A Semana, "os EUA têm boas informações sobre Cabo Verde". "Até para poderem fazer o seu trabalho e desenvolver as acções de cooperação com os vários países", disse.
José Maria Neves disse que os EUA têm as melhores informações sobre Cabo Verde, independentemente da forma como esses dados foram obtidos. "Se pediram essas informações, tiveram boas informações sobre Cabo Verde", disse domingo aos jornalistas.
O primeiro-ministro de Cabo Verde apoiou também a secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton que considerou um "atentado contra a comunidade internacional" a forma como os ficheiros secretos americanos foram ou estão a ser divulgados pelo website dirigido pelo australiano Julian Assange.
Espionagem
O jornal cabo-verdiano, baseado nos documento diplomáticos divulgados pelo Wikileaks, noticiou que Washington mandou agentes e diplomatas seus espionarem a propensão do arquipélago para o terrorismo e o narcotráfico; e, nesse pressuposto, os mesmos deviam elaborar uma base de dados com informações biográficas, contas bancárias, cartão de crédito, viagens efectuadas, horário de trabalho, contactos telefónicos e e-mails de dirigentes e pessoas com ligações a Cabo Verde.
Cabo Verde figura num grupo de oito países da região ocidental de África (com o Chade, Mauritânia, Níger, Burkina-Faso, Gâmbia, Senegal e Mali) onde os EUA lançaram desde o ano passado uma abrangente operação de espionagem, envolvendo tanto os serviços governamentais quanto os dirigentes políticos, militares e da sociedade civil, bem como o sector da economia.
"Na verdade, a investida norte-americana vem desde a administração de George W. Bush, mas as novas directrizes, que incluem Cabo Verde e os restantes sete países da região saheliana, foram comunicadas às embaixadas dos EUA nesses estados oeste-africanos a 16 de Abril de 2009, portanto, já durante a gestão de Barack Obama. Isso aconteceu através da secretária de Estado, Hillary Clinton. Melhor ainda, a ordem foi dada quatro meses antes de Hillary encetar um périplo pelo continente africano, tendo inclusive passado por Cabo Verde com o impacto que se sabe", escreveu o jornal.
Os pedidos da secretária de Estado
O telegrama que Hillary Clinton enviou às embaixadas americanas nos países sahelianos é claro: "O Departamento do Estado está desesperado por informações sobre o Burkina-Faso, Cabo Verde, Chade, Gâmbia, Mali, Mauritânia, Niger e Senegal. Queremos saber tudo acerca de agitações sociais, tráfico de drogas, padrões de governação e detalhes sobre o sistema de telecomuni
cações".
Os documentos da Wikileaks não mostram os resultados da espionagem feita (ou em curso) em Cabo Verde, mas apresenta o que a Casa Branca exigiu: "Os relatórios devem incluir, tanto quanto possível, informações sobre pessoas com ligações à região oeste-africana (Sahel): organismos e cargos; nomes, posições e negócios; números de telefone, celulares e fax; lista de contactos, incluindo números de telefone e lista de contactos de e-mail; cartões de crédito; viagens; horário de trabalho e outras informações biográficas adicionais", lê-se no despacho assinado por Hillary Clinton a que o jornal britânico The Guardian faz menção na sua edição de domingo, 28 de Novembro, na sequência do vazamento da Wikileaks.
O mais importante para a Casa Branca
Segurança, governação, economia e sistemas de telecomunicações foram os quatro eixos principais da espionagem desencadeada pelos serviços de inteligência norte-americana em Cabo Verde.
No capítulo da segurança, Washington insta os seus agentes e diplomatas a recolher, por exemplo, dados detalhados sobre eventuais presenças de grupos terroristas, os seus planos contra os EUA, as capacidades de resposta a ataques terroristas ou políticas de contenção de fundamentalismo islâmico na região.
A ordem assinada por Hillary Clinton era para que os agentes americanos em Cabo Verde averiguassem ainda o funcionamento das Forças Armadas e de Segurança, a possibilidade de cooperação com os EUA, a capacidade dessas forças para integrarem corpos de manutenção de paz. "E, o mais importante, se há ou não condições para, em caso de crise, o Pentágono poder instalar em Cabo Verde uma base de apoio militar", segundo A Semana.
Nesse mesmo documento, a secretária de Estado pede também aos seus diplomatas e agentes que reúnam todas as informações sobre o narcotráfico na região, as ligações com os cartéis sul-americanos e os dados dos principais suspeitos.
Washington demanda ainda informações sobre a percepção que os cabo-verdianos têm do Millenium Challenge Account (MCA) e manda sondar a posição do governo e de cada dirigente, em particular, sobre o apoio de Cabo Verde aos EUA nos fóruns internacionais.
"Portanto, a eventualidade de uma "contrapartida" política ou diplomática não é de todo posta de lado face aos 110 milhões de dólares já disponibilizados a Cabo Verde. Tanto mais que, após o primeiro compacto, está já na forja um segundo compacto em montantes ainda por definir", segundo o jornal cabo-verdiano.
Migrações e telecomunicações
Num dos telegramas, a Casa Branca solicita uma investigação sobre as migrações e os indicadores potenciais de instalação de campos de refugiados no arquipélago, atendendo ao fluxo migratório entre os países da sub-região africana.
A ordem de serviço de Washington termina apelando aos agentes ao serviço da Inteligência americana para informarem sobre o sistema de telecomunicações existente em Cabo Verde, as suas qualidades e vulnerabilidades. E lembra que são fundamentais informações detalhadas sobre as frequências de rádio, sistema de emissão de passaportes e credenciais do governo e a agenda de contactos dos principais líderes civis e militares.
Cabo Verde esteve desde o ano passado sob apertada espionagem dos EUA, de acordo com os ficheiros secretos da diplomacia americana divulgados pelo site
Wikileaks.
Segundo José Maria Neves, citado pelo jornal A Semana, "os EUA têm boas informações sobre Cabo Verde". "Até para poderem fazer o seu trabalho e desenvolver as acções de cooperação com os vários países", disse.
José Maria Neves disse que os EUA têm as melhores informações sobre Cabo Verde, independentemente da forma como esses dados foram obtidos. "Se pediram essas informações, tiveram boas informações sobre Cabo Verde", disse domingo aos jornalistas.
O primeiro-ministro de Cabo Verde apoiou também a secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton que considerou um "atentado contra a comunidade internacional" a forma como os ficheiros secretos americanos foram ou estão a ser divulgados pelo website dirigido pelo australiano Julian Assange.
Espionagem
O jornal cabo-verdiano, baseado nos documento diplomáticos divulgados pelo Wikileaks, noticiou que Washington mandou agentes e diplomatas seus espionarem a propensão do arquipélago para o terrorismo e o narcotráfico; e, nesse pressuposto, os mesmos deviam elaborar uma base de dados com informações biográficas, contas bancárias, cartão de crédito, viagens efectuadas, horário de trabalho, contactos telefónicos e e-mails de dirigentes e pessoas com ligações a Cabo Verde.
Cabo Verde figura num grupo de oito países da região ocidental de África (com o Chade, Mauritânia, Níger, Burkina-Faso, Gâmbia, Senegal e Mali) onde os EUA lançaram desde o ano passado uma abrangente operação de espionagem, envolvendo tanto os serviços governamentais quanto os dirigentes políticos, militares e da sociedade civil, bem como o sector da economia.
"Na verdade, a investida norte-americana vem desde a administração de George W. Bush, mas as novas directrizes, que incluem Cabo Verde e os restantes sete países da região saheliana, foram comunicadas às embaixadas dos EUA nesses estados oeste-africanos a 16 de Abril de 2009, portanto, já durante a gestão de Barack Obama. Isso aconteceu através da secretária de Estado, Hillary Clinton. Melhor ainda, a ordem foi dada quatro meses antes de Hillary encetar um périplo pelo continente africano, tendo inclusive passado por Cabo Verde com o impacto que se sabe", escreveu o jornal.
Os pedidos da secretária de Estado
O telegrama que Hillary Clinton enviou às embaixadas americanas nos países sahelianos é claro: "O Departamento do Estado está desesperado por informações sobre o Burkina-Faso, Cabo Verde, Chade, Gâmbia, Mali, Mauritânia, Niger e Senegal. Queremos saber tudo acerca de agitações sociais, tráfico de drogas, padrões de governação e detalhes sobre o sistema de telecomuni
cações".
Os documentos da Wikileaks não mostram os resultados da espionagem feita (ou em curso) em Cabo Verde, mas apresenta o que a Casa Branca exigiu: "Os relatórios devem incluir, tanto quanto possível, informações sobre pessoas com ligações à região oeste-africana (Sahel): organismos e cargos; nomes, posições e negócios; números de telefone, celulares e fax; lista de contactos, incluindo números de telefone e lista de contactos de e-mail; cartões de crédito; viagens; horário de trabalho e outras informações biográficas adicionais", lê-se no despacho assinado por Hillary Clinton a que o jornal britânico The Guardian faz menção na sua edição de domingo, 28 de Novembro, na sequência do vazamento da Wikileaks.
O mais importante para a Casa Branca
Segurança, governação, economia e sistemas de telecomunicações foram os quatro eixos principais da espionagem desencadeada pelos serviços de inteligência norte-americana em Cabo Verde.
No capítulo da segurança, Washington insta os seus agentes e diplomatas a recolher, por exemplo, dados detalhados sobre eventuais presenças de grupos terroristas, os seus planos contra os EUA, as capacidades de resposta a ataques terroristas ou políticas de contenção de fundamentalismo islâmico na região.
A ordem assinada por Hillary Clinton era para que os agentes americanos em Cabo Verde averiguassem ainda o funcionamento das Forças Armadas e de Segurança, a possibilidade de cooperação com os EUA, a capacidade dessas forças para integrarem corpos de manutenção de paz. "E, o mais importante, se há ou não condições para, em caso de crise, o Pentágono poder instalar em Cabo Verde uma base de apoio militar", segundo A Semana.
Nesse mesmo documento, a secretária de Estado pede também aos seus diplomatas e agentes que reúnam todas as informações sobre o narcotráfico na região, as ligações com os cartéis sul-americanos e os dados dos principais suspeitos.
Washington demanda ainda informações sobre a percepção que os cabo-verdianos têm do Millenium Challenge Account (MCA) e manda sondar a posição do governo e de cada dirigente, em particular, sobre o apoio de Cabo Verde aos EUA nos fóruns internacionais.
"Portanto, a eventualidade de uma "contrapartida" política ou diplomática não é de todo posta de lado face aos 110 milhões de dólares já disponibilizados a Cabo Verde. Tanto mais que, após o primeiro compacto, está já na forja um segundo compacto em montantes ainda por definir", segundo o jornal cabo-verdiano.
Migrações e telecomunicações
Num dos telegramas, a Casa Branca solicita uma investigação sobre as migrações e os indicadores potenciais de instalação de campos de refugiados no arquipélago, atendendo ao fluxo migratório entre os países da sub-região africana.
A ordem de serviço de Washington termina apelando aos agentes ao serviço da Inteligência americana para informarem sobre o sistema de telecomunicações existente em Cabo Verde, as suas qualidades e vulnerabilidades. E lembra que são fundamentais informações detalhadas sobre as frequências de rádio, sistema de emissão de passaportes e credenciais do governo e a agenda de contactos dos principais líderes civis e militares.
Homem pode ter se curado da Aids com transplante de células-tronco
NOVA YORK - Um transplante de sangue pouco comum pode ter curado um americano da Aids, afirmaram médicos nesta quarta-feira. O homem, que tem cerca de 40 anos e mora em Berlim, recebeu um transplante de sangue feito a partir de células-tronco adultas em 2007 para tratar uma leucemia. O doador tinha uma mutação genética que conferia uma resistência natural ao HIV. Três anos depois do procedimento, os médicos constataram que o paciente não tem sinais do câncer ou da infecção por HIV, segundo um relatório publicado na revista 'Blood'.
- É interessante comprovar que medidas extraordinárias podem curar alguém com o HIV. Porém, o procedimento é muito arriscado para se tornar o tratamento padrão - afirma o médico Michael Saag, da Universidade de Alabama, em Birmingham, nos Estados Unidos, e conselheiro da HIV Medicine Association, instituição formada por médicos especialistas em Aids.
Os transplantes de médula óssea - ou de sangue criado a partir de células-tronco adultas - são usados no tratamento contra o cãncer. O processo envolve a destruição do sistema imunológico do paciente com radiação e medicamentos e a sua substituição a partir das células de um doador compatível. O risco de mortalidade do procedimento é de cerca de 5%.
- Não podemos aplicar a descoberta nos pacientes saudáveis porque o risco é muito alto, principalmente se eles estão respondendo bem aos antirretrovirais.
- É interessante comprovar que medidas extraordinárias podem curar alguém com o HIV. Porém, o procedimento é muito arriscado para se tornar o tratamento padrão - afirma o médico Michael Saag, da Universidade de Alabama, em Birmingham, nos Estados Unidos, e conselheiro da HIV Medicine Association, instituição formada por médicos especialistas em Aids.
Os transplantes de médula óssea - ou de sangue criado a partir de células-tronco adultas - são usados no tratamento contra o cãncer. O processo envolve a destruição do sistema imunológico do paciente com radiação e medicamentos e a sua substituição a partir das células de um doador compatível. O risco de mortalidade do procedimento é de cerca de 5%.
- Não podemos aplicar a descoberta nos pacientes saudáveis porque o risco é muito alto, principalmente se eles estão respondendo bem aos antirretrovirais.
EUA buscam prova de conspiração contra Julian Assange, criador do WikiLeaks, diz 'New York Times'
WASHINGTON - Promotores federais dos Estados Unidos estão procurando provas de que o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, conspirou com um ex-analista de inteligência do Exército, o qual é suspeito de ter divulgado documentos confidenciais do governo, informa nesta quinta-feira reportagem do "New York Times". Preso no Reino Unido sob acusação de crimes sexuais na Suécia, o responsável pela publicação de milhares de documentos da diplomacia americana poderá ter sua libertação autorizada nesta quinta sob pagamento de fiança caso um tribunal britânico não acolha o recurso sueco contra a medida.
Nos EUA, altos funcionários do Departamento de Justiça estão tentando determinar se Assange encorajou ou até ajudou o soldado Bradley Manning a extrair do sistema de computadores do governo material militar secreto e arquivos do Departamento de Estado, diz o "NYT".
Se esta suposta ação de Assange for comprovada, as autoridades acreditam que ele poderá ser acusado de conspiração no vazamento, e não apenas ser considerado um receptor passivo que depois publicou o material, afirma o jornal americano, citando como fonte pessoas próximas do caso. Um porta-voz do Departamento de Justiça não quis comentar o assunto.
Nos EUA, altos funcionários do Departamento de Justiça estão tentando determinar se Assange encorajou ou até ajudou o soldado Bradley Manning a extrair do sistema de computadores do governo material militar secreto e arquivos do Departamento de Estado, diz o "NYT".
Se esta suposta ação de Assange for comprovada, as autoridades acreditam que ele poderá ser acusado de conspiração no vazamento, e não apenas ser considerado um receptor passivo que depois publicou o material, afirma o jornal americano, citando como fonte pessoas próximas do caso. Um porta-voz do Departamento de Justiça não quis comentar o assunto.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
COMMENTS 1929
COMMENTS
(1929)
Because of wanting to break the word
I lost kicking about me in the legends patience
Of old Europe, to say that I was not born in Belém
There are no magnifying glasses as well as hammer to judge
That presumption, there are no men nor you encourage for
To testify that preaching;
There are no turtles in this machine, no there is
Serpent as in the epistle,
There is yes anxious hypocritical pântanos…e in to cough and to spit
At the same time (…) they begin where they finish and not
They say anything!!!
Of the poles to the flying escribas;
those are not carnivorous
Where one find chew the beards and they salivate the asphalt (…)
I was not born in Belém
So-little in this report,
They call me palanca (…)
(1929)
Because of wanting to break the word
I lost kicking about me in the legends patience
Of old Europe, to say that I was not born in Belém
There are no magnifying glasses as well as hammer to judge
That presumption, there are no men nor you encourage for
To testify that preaching;
There are no turtles in this machine, no there is
Serpent as in the epistle,
There is yes anxious hypocritical pântanos…e in to cough and to spit
At the same time (…) they begin where they finish and not
They say anything!!!
Of the poles to the flying escribas;
those are not carnivorous
Where one find chew the beards and they salivate the asphalt (…)
I was not born in Belém
So-little in this report,
They call me palanca (…)
IN THE VOICE OF A BEGGAR!
IN THE VOICE OF A BEGGAR!
(2600 B.C.)
I don't choose nor I hide the bursts of a
Old lever that falls in the diaphragms of the
Idolatry, and it resounds disparate voices worshipping the beggars
That to chatter humble in the obliteration of the masses,
He/she fills out the emptiness of an asleep rage,
When they wake up, they die how they write and
As if it was not enough don't do how they owe!
They bark out the nights and they torment us to the turn of the banks
I am tamed politically,
You are colonized economically;
He is enslaved culturally!
Us…
They are socially late!!!
Who? - The sentries of the shame!
Let us have hopes siblings in believing
In the certainty that the legends are part of the life,
That the právidos, are also part of the diaphragms
Of the harmony (…)
(2600 B.C.)
I don't choose nor I hide the bursts of a
Old lever that falls in the diaphragms of the
Idolatry, and it resounds disparate voices worshipping the beggars
That to chatter humble in the obliteration of the masses,
He/she fills out the emptiness of an asleep rage,
When they wake up, they die how they write and
As if it was not enough don't do how they owe!
They bark out the nights and they torment us to the turn of the banks
I am tamed politically,
You are colonized economically;
He is enslaved culturally!
Us…
They are socially late!!!
Who? - The sentries of the shame!
Let us have hopes siblings in believing
In the certainty that the legends are part of the life,
That the právidos, are also part of the diaphragms
Of the harmony (…)
DISCORSI SU (NEL) LA PIETRA
DISCORSI SU (NEL) LA PIETRA
Io andai via di bocche e più discorsi al povero,
Guardando coi lacci di braccio che mai
Loro mi diedero per masticare,
Io non conosco le note, io non avevo mai voce né la vitalità per
tussir… coi miei piedi lacerati nelle piste…
Io non vidi mai finora dove potesse andare! Né negli obliqui
Di questa illusione rubata,
Io sono fra il rottame di questa età,
Viaggiare solamente briciole per giungere alla felicità
Che io persi, e l'ignoranza che si è presa cura del mio per viaggiare
Già, io non incoraggio gli occhi della sinistra… la spreca, io sono
L'aspettazione privò nella decomposizione di quell'ansia
L'atracção implacabile in ogni nota,
Non conti su me, io ho fretta
Io voglio alimentare la speranza di credere nell'esistenza
Di quelli che mi hanno rattristato; facendo sedere nel mio sforzo
Sorridendo la mia rabbia
Non conti su me
Io so che Lei è nel sonno e Lei non capisce questo atracção,
Il flesso della realtà di his/her con l'Utopia di quella canzone (…)
Il Suo unico desiderio è nell'alba dei Suoi sogni,
Nel precipitare di his/her la maturità precoce, e nell'imediatismos irrazionale di questo
Rocha,
Senza Lei osservi quello che La trasporta ed il
Chi La guida;
Io andai via di bocche e più discorsi al povero,
Guardando coi lacci di braccio che mai
Loro mi diedero per masticare,
Io non conosco le note, io non avevo mai voce né la vitalità per
tussir… coi miei piedi lacerati nelle piste…
Io non vidi mai finora dove potesse andare! Né negli obliqui
Di questa illusione rubata,
Io sono fra il rottame di questa età,
Viaggiare solamente briciole per giungere alla felicità
Che io persi, e l'ignoranza che si è presa cura del mio per viaggiare
Già, io non incoraggio gli occhi della sinistra… la spreca, io sono
L'aspettazione privò nella decomposizione di quell'ansia
L'atracção implacabile in ogni nota,
Non conti su me, io ho fretta
Io voglio alimentare la speranza di credere nell'esistenza
Di quelli che mi hanno rattristato; facendo sedere nel mio sforzo
Sorridendo la mia rabbia
Non conti su me
Io so che Lei è nel sonno e Lei non capisce questo atracção,
Il flesso della realtà di his/her con l'Utopia di quella canzone (…)
Il Suo unico desiderio è nell'alba dei Suoi sogni,
Nel precipitare di his/her la maturità precoce, e nell'imediatismos irrazionale di questo
Rocha,
Senza Lei osservi quello che La trasporta ed il
Chi La guida;
quando nascemos e morremos e LA TOMBA DELLA COSCIENZA
LA TOMBA DELLA COSCIENZA
Il passato ed il presente attraversarono, ed io ammetto di
Bocca vuota che io non sono amico di quelli carnivoro,
Io sono… un thereabout dell'asserzione si guastarono fra i processi
Più estraneo della caverna;
Io soffro di orzi e diabolismo per avere
Fumato i bambini del narra, quelli you/they si ammalarono il mio
Routine sensibile, senza differenza con la tomba…
Alcuni parlano altri criticano,
quelli non dicono né loro ronzano!
Io grido, mentre lacerando il silenzio più freddo di questo cerimónia!!!
Come questo, io non posso odiarmi, né appendere la strada;
La pietra è ambigua e he/she porta il giudizio nelle curve della noia!
È… la fine degli occhi di notti vaghe, quando il letto
Seduce il tronco ed invita l'inaspettato
Per un viaggio al subconscio!
WHERE WAS BORN AND WE WANDERED!!!
We were born at the imperfect island and without sand
Created by the time and fed by the wind
We met the rivers and the gods,
We met the reason the opposite and other or else;
We lost the glory and the human value
We lost the honor... monsters á flows,
Inhospitable Guiões of those fabled mistakes (…)
We discovered that the world is so small
To sin, so big to be born that we killed
Without permission! The life doesn't belong us!
We were born in the perfect jungle of trees, vultures and
Of mountains, where the habit became beauty,
The Habit the aesthetics, the rules… the illusion of each concept!!!
We were born where the mistakes guide us
And the norms disturb us…
Il passato ed il presente attraversarono, ed io ammetto di
Bocca vuota che io non sono amico di quelli carnivoro,
Io sono… un thereabout dell'asserzione si guastarono fra i processi
Più estraneo della caverna;
Io soffro di orzi e diabolismo per avere
Fumato i bambini del narra, quelli you/they si ammalarono il mio
Routine sensibile, senza differenza con la tomba…
Alcuni parlano altri criticano,
quelli non dicono né loro ronzano!
Io grido, mentre lacerando il silenzio più freddo di questo cerimónia!!!
Come questo, io non posso odiarmi, né appendere la strada;
La pietra è ambigua e he/she porta il giudizio nelle curve della noia!
È… la fine degli occhi di notti vaghe, quando il letto
Seduce il tronco ed invita l'inaspettato
Per un viaggio al subconscio!
WHERE WAS BORN AND WE WANDERED!!!
We were born at the imperfect island and without sand
Created by the time and fed by the wind
We met the rivers and the gods,
We met the reason the opposite and other or else;
We lost the glory and the human value
We lost the honor... monsters á flows,
Inhospitable Guiões of those fabled mistakes (…)
We discovered that the world is so small
To sin, so big to be born that we killed
Without permission! The life doesn't belong us!
We were born in the perfect jungle of trees, vultures and
Of mountains, where the habit became beauty,
The Habit the aesthetics, the rules… the illusion of each concept!!!
We were born where the mistakes guide us
And the norms disturb us…
L'Orchestre 2000
Ils m'ont demandé comme il a commencé!
… c'est comme si le ciel n'ayez pas existé - l'infini non
Il a influencé le trajectória de l'imagination - et le
Je reste de l'univers était su dans le centre de
Tout le doute…
Pendant qu'ils peuvent aimer l'un l'autre, et ils oublient le
Rêves… ils chantent sans demander les notes,
Dansez le rythme effronté de soulever la matière
Et manifester dans les aubes, comme les larmes,
D'un vain, ces you/they tombent… dans l'ignorance d'il, et ils lavent les mains dans hoquet!!!
Loin de qui perdu him/it Je;
Proche de l'embryon endormi dans les céréales et le
Milles de ceux qui ont augmenté perdu dans l'océan,
Ils m'ont demandé comme il a commencé!...
Il/elle feintes qu'il faisait partie de la carte, même sans
Avoir le passé dans les écoles, dans l'atrocité d'épeler,
Les notes qui coordonnent les larmes de ce départ, dans le
Vieux son du piano!
(…) Les tremblements arrogants, et une pièce
Plein d'affamer… un opéra écoeurant
Il/elle a toujours parfumé le silence fait taire;
Ils ont profilé les pensées,
Dans ce dédain et il n'avait pas affronté les coups d'oeil, avant
Ils étaient le sûr de qui je suis; et plus tard me dit
Si les notes sont encadrées aux cris;
Moi et mes frères et soeurs, nous avons été isolés et avons Été humiliés
Pour les velus ces you/they ont nié le pardon,
Irradié de haine, et une peur qui expire
Le Bon sens de la viande…
Ils m'ont demandé comme il a commencé!
… c'est comme si le ciel n'ayez pas existé - l'infini non
Il a influencé le trajectória de l'imagination - et le
Je reste de l'univers était su dans le centre de
Tout le doute…
Pendant qu'ils peuvent aimer l'un l'autre, et ils oublient le
Rêves… ils chantent sans demander les notes,
Dansez le rythme effronté de soulever la matière
Et manifester dans les aubes, comme les larmes,
D'un vain, ces you/they tombent… dans l'ignorance d'il, et ils lavent les mains dans hoquet!!!
Loin de qui perdu him/it Je;
Proche de l'embryon endormi dans les céréales et le
Milles de ceux qui ont augmenté perdu dans l'océan,
Ils m'ont demandé comme il a commencé!...
Il/elle feintes qu'il faisait partie de la carte, même sans
Avoir le passé dans les écoles, dans l'atrocité d'épeler,
Les notes qui coordonnent les larmes de ce départ, dans le
Vieux son du piano!
(…) Les tremblements arrogants, et une pièce
Plein d'affamer… un opéra écoeurant
Il/elle a toujours parfumé le silence fait taire;
Ils ont profilé les pensées,
Dans ce dédain et il n'avait pas affronté les coups d'oeil, avant
Ils étaient le sûr de qui je suis; et plus tard me dit
Si les notes sont encadrées aux cris;
Moi et mes frères et soeurs, nous avons été isolés et avons Été humiliés
Pour les velus ces you/they ont nié le pardon,
Irradié de haine, et une peur qui expire
Le Bon sens de la viande…
AQUI, AS MINHAS LÁGRIMAS ANOITECEM
AQUI, AS MINHAS LÁGRIMAS ANOITECEM
(1980 EGIPTO)
Já não importam as chamas da liberdade
Assim como já não tenho pressa de ser enganado
E viver, porque, todos aplausos no néctar
Da emoção têm sentidos estranhos,
Ainda há água turva nestes cabides?
Os charlatães são lavados, neste jogo, apanhados e
Acorrentados sentados;
Já fui alvo nos debates e, nos aplausos da plateia,
Zungaram venenos para secar os meus lábios
Silenciaram a nudez nas rochas! Onde os passos
Anunciavam as eras, da asneiras da minha geração!
Cuidado com o que me fazeis!!!
Os passos marcados no chão não retrocedem em vão,
Ainda há um cantar no olhar deste soletrar;
Se perdem no tempo e chamuscam dizeres
Afastam-se de mim e abnegam os meus verdadeiros
Retratos, «aqui as minhas lágrimas anoitecem»
(…) Quem descreverá o meu sentido itinerário
A este presente, atrás dos créditos que não chegam?
Deste luto inebriante de promessas a passos divididos?...
Quem?
em homenagem a poetisa emilha
(1980 EGIPTO)
Já não importam as chamas da liberdade
Assim como já não tenho pressa de ser enganado
E viver, porque, todos aplausos no néctar
Da emoção têm sentidos estranhos,
Ainda há água turva nestes cabides?
Os charlatães são lavados, neste jogo, apanhados e
Acorrentados sentados;
Já fui alvo nos debates e, nos aplausos da plateia,
Zungaram venenos para secar os meus lábios
Silenciaram a nudez nas rochas! Onde os passos
Anunciavam as eras, da asneiras da minha geração!
Cuidado com o que me fazeis!!!
Os passos marcados no chão não retrocedem em vão,
Ainda há um cantar no olhar deste soletrar;
Se perdem no tempo e chamuscam dizeres
Afastam-se de mim e abnegam os meus verdadeiros
Retratos, «aqui as minhas lágrimas anoitecem»
(…) Quem descreverá o meu sentido itinerário
A este presente, atrás dos créditos que não chegam?
Deste luto inebriante de promessas a passos divididos?...
Quem?
em homenagem a poetisa emilha
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