quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
NO COMÍCIO DA FOME
Falou e
não disse nada,
Gritou
calado e apareceu aos cegos!
Pulou e
perdeu o chão
Caiu e
não tocou no chão!
Castigado
pela língua
A esmo
soletrou palavras ambíguas
Lábios
falsos de mentes bêbadas,
Marionetes
da covardia!
Cospem
promessas na geração de milagres,
O
petróleo se esgota e a água no esófago
do pobre
é miragem!
Lábios
falsos de mentes levadas
Lábios
falsos de mentes levadas
Dançam no
desperdício das massas,
E fazem
das almas as massas das afamas,
Ajoelham-se
para morder e rogam promessas
Para
manipular
Usam
vinho para iludir a garganta desértica
De água
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Independência e Cidadania em Angola
🤔👩🏫🕵️♂️🏃♂️🗣️
(…) Em 42 anos de independência, Angola mostra-se como um país capaz de ultrapassar as diferenças sociais, políticas e ideológicas, porém, tal feito será alcançado se as rádios comunitárias souberem na vertical serem verdadeiros meios de unidade e inclusão social.
Estes meios comunitários em Luanda trouxeram, um novo clima nas relações entre a atmosfera urbana e periférica no seio de seus habitantes, o clima da democratização das ideias e do exercício da cidadania “incipiente”.
Ela efetivou-se na perspetiva de uma comunicação pública. Como afirma C.Peruzzo (2004, p. 6) “a comunicação e sobretudo a comunitária pode estimular a construção da cidadania, ao informar os cidadãos sobre os seus direitos e as formas de os exercerem”.
Estamos a caminho da metade de um século, mais do que melhorar o que está bom, urge em conjunção de ideias prepararmos as mentes para o sossegar dos espíritos, quando, desenterrarmos as histórias proibidas, que tornaram vítimas os pilares de nossa História. – As rádios serão cobradas, um papel indelével.
Uma nota para a independência, BussuloDolivro
(…) Em 42 anos de independência, Angola mostra-se como um país capaz de ultrapassar as diferenças sociais, políticas e ideológicas, porém, tal feito será alcançado se as rádios comunitárias souberem na vertical serem verdadeiros meios de unidade e inclusão social.
Estes meios comunitários em Luanda trouxeram, um novo clima nas relações entre a atmosfera urbana e periférica no seio de seus habitantes, o clima da democratização das ideias e do exercício da cidadania “incipiente”.
Ela efetivou-se na perspetiva de uma comunicação pública. Como afirma C.Peruzzo (2004, p. 6) “a comunicação e sobretudo a comunitária pode estimular a construção da cidadania, ao informar os cidadãos sobre os seus direitos e as formas de os exercerem”.
Estamos a caminho da metade de um século, mais do que melhorar o que está bom, urge em conjunção de ideias prepararmos as mentes para o sossegar dos espíritos, quando, desenterrarmos as histórias proibidas, que tornaram vítimas os pilares de nossa História. – As rádios serão cobradas, um papel indelével.
Uma nota para a independência, BussuloDolivro
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
Novas conquistas
(…) Lute para seres o espelho, que desejas para si e a sua família. Escute, partilhe e perdoe sempre, mas, não se acomode com as pequenas borboletas que polarizam seu jardim; pois se não souberes tratar, ela secará, e o sucesso estará a milhas de um binóculo. É este “sucesso”, que segundo Deepak Chopra na sua obra, as Setes leis espirituais do sucesso definir-se-ia como sendo a constante expansão da felicidade e a progressiva realização de objectivos meritórios. Assim, para ele o sucesso consiste na capacidade de realizarmos os nossos desejos com um mínimo de esforço.
Portanto, a produção científica exige mais do que o mínimo de esforço, a vontade de concluir a pesquisa, e consequentemente a honra de expor as verdades prováveis num universo de críticos exigentes.
Portanto, a produção científica exige mais do que o mínimo de esforço, a vontade de concluir a pesquisa, e consequentemente a honra de expor as verdades prováveis num universo de críticos exigentes.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
A produção científica em Angola
|…| A produção científica é a consagração sui-generis da prática académica. A mesma é resultado de um conjunto de aplicações metodológicas, que obrigam do pesquisador galgar atalhos, difíceis, e em alguns casos pavorosos a fim de expor num universo de críticos uma ideia a comprovar ou uma tese a defender. O processo da acreditação desta ideia é um percurso, enquanto, a tese é a chegada.
Portanto, para muitos a produção científica termina com a exposição de insights comprováveis, e para mim é somente a largada de várias maratonas.
Aos Professores Doutores: Dinis Kebanguilako (um professor socializador),Ana Luzia Jacinto (Mulher de Mérito), Américo Chivukuvuku (amigo e crítico do saber social), Dominique Chipango (um exímio pedagogo) o meu muito obrigado!
Para os luxuosos da plateia da última hora, Fábioh Raimundo, Miklenya Delle, Reciado DA Jacinta - Valeu!
Portanto, para muitos a produção científica termina com a exposição de insights comprováveis, e para mim é somente a largada de várias maratonas.
Aos Professores Doutores: Dinis Kebanguilako (um professor socializador),Ana Luzia Jacinto (Mulher de Mérito), Américo Chivukuvuku (amigo e crítico do saber social), Dominique Chipango (um exímio pedagogo) o meu muito obrigado!
Para os luxuosos da plateia da última hora, Fábioh Raimundo, Miklenya Delle, Reciado DA Jacinta - Valeu!
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Cabo Verde é o lusófono africano melhor colocado no ranking da Sociedade da Informação
A nona edição do relatório anual Medindo a Sociedade da Informação foi lançada pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), a agência das Nações Unidas especializada na área das tecnologias da informação e comunicação. Portugal é o país lusófono melhor colocado no ranking liderado pela Islândia. Brasil está na posição 66 e Cabo Verde, o lusófono africano melhor colocado, em 93º.
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A edição 2017, lançada quarta-feira (15), conclui que avanços na internet, análise de big data, computação em nuvem e inteligência artificial vão permitir “enormes inovações” e transformar “de forma fundamental” negócios, governos e sociedades, servindo para melhorar os meios de subsistência em todo o mundo.
Segundo o relatório, essa “revolução vai se desenrolar nas próximas décadas com oportunidades, desafios e implicações ainda não plenamente conhecidos”.
Para colher esses benefícios, o documento defende que os países terão que “adotar políticas que sejam propícias à experimentação e inovação ao mesmo tempo que mitiguem possíveis riscos à segurança, privacidade e emprego”.
Índice global e lusófonos
A Islândia lidera o Índice de Desenvolvimento de Tecnologia da Informação e Comunicação, IDI, da UIT em 2017. O país ocupava a segunda posição no ano passado.
Coreia do Sul, Suíça, Dinamarca e Reino Unido completam as primeiras colocações da lista este ano.
O país lusófono melhor colocado no IDI 2017 é Portugal, na 44ª posição, a mesma do ano passado, seguido do Brasil em 66º e Cabo Verde em 93º.
Em 122º lugar está Timor-Leste. São Tomé e Príncipe aparece em 132º, Moçambique em 150º, Angola em 160º e a Guiné-Bissau na 173ª posição.
A região de Macau, na China, aparece em 26º no índice.
Regiões
Há “diferenças consideráveis” entre as regiões do mundo no que diz respeito aos índices de desenvolvimento na área de tecnologia da informação e comunicação.
Segundo o documento da UIT há também grandes diferenças entre os países de cada região e estas são associadas principalmente com os níveis de desenvolvimento econômico.
Américas
Os Estados Unidos e o Canadá lideram o Índice de Desenvolvimento de tecnologia da informação e comunicação, IDI, 2017 da UIT na região das Américas.
Segundo o relatório, o Brasil é um dos maiores mercados de telecomunicações da região. A expectativa é que a qualidade e a cobertura dos serviços melhorem “significativamente” nos próximos anos.
África e Europa
Entre as regiões do mundo, a Europa tem a média mais alta no IDI 2017. As maiores melhorias no índice foram registradas em Chipre e na Turquia.
Segundo o documento, o mercado de telecomunicação em Portugal tem visto um “desenvolvimento positivo”.
Na 72ª posição, as Ilhas Maurícias são o país africano melhor colocado no índice. O continente também abriga dois dos países com as “melhoras mais dinâmicas” nos valores de seus IDI durante o ano: Namíbia e Gabão.
O chefe da UIT, Houlin Zhao, afirmou que as tecnologias de informação e comunicação, Tics, têm o “potencial de fazer do mundo um lugar melhor e contribuir imensamente para o desenvolvimento sustentável”.
No entanto, ele afirmou que apesar do progresso alcançado em geral, a “divisão digital permanece um desafio que precisa ser abordado”.
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Fenómeno Mata-aula
Fenómeno
mata-aula
É uma ideia caracterizada como
fenómeno sociológico, em que os estudantes das escolas secundárias em Luanda
abandonam por livre vontade as salas de aulas para se juntarem com os demais em
recintos fechados, onde bebam, fumam e experimentam outras mais variadas
experiencias negativas, como a prostituição e o consumo de bebida alcoólica.
(Jornal O País, 2015, p.13)
Este fenómeno da perca de valores
na sala de aula, da indisponibilidade dos professores e encarregados de
educação em dar apoio pedagógico no processo de ensino e aprendizagem dos
alunos. O fenómeno provoca a reunião de centenas de estudantes a partir das Redes
Sociais Virtuais, como o facebook e o Wathapp onde planificam as rotas de
chegada ao local, o que consumir e como pagar em todas as sextas-feiras.
Para Weber na sua obra conceitos
sociológicos, estes grupos possuem uma “Relação Aberta” em que a liberdade de
fazer algo é um factor inclusivo e de atracção de mais estudantes. Segundo ele este
tipo de associação cuja regra fundamental consista na sua abertura a
reciprocidade é uma ideia que norteia o mesmo grupo, pois os membros são
guiados pelo objecto da unidade, que é a diversão, sem que se importem com as
consequências negativas, para este caso. (p.72)
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Breve análise da obra - As Aventuras ee Ngunga
A poligamia, a pedofilia e a pobreza rural
no centro e sul do país, Angola, durante a guerra contra o colonialismo
português, são realidades visíveis nas obras de Pepetela. E As Aventuras de
Ngunga não fugiu a utopia literária daquele aclamado escritor. É a obra, que me
obriga a preludiar esta nota de leitura sobre sobre as três realidades
socioculturais, que enfermam a África milenar. Ademais, está o casamento
infantil, que na visão de Anthony Kamba, na
sua intervenção em Africa in Fact Journal sublinha, a sua difusão massiva em certas partes do mundo, especialmente na África. Segundo
a Unicef - Os cinco países com as
maiores taxas observadas de casamentos de crianças no mundo, com idade inferior
a 18 anos, são Niger, Chade, Mali, Bangladesh e Guiné.
Embora Angola não figura nesta lista, tenho
a plena certeza, que o processo no interior do país permanece vivo.
Além das Aventuras de Ngunga, que de
aventuras nada tem, pois viveu num nível de reactor de sobrevivência, quando as
circunstancias não exigiam o contrário, contra o opressor colonial; e impor a
ideologia empelista era a ética fervorosa a meio de uma ansia independentista –
parabéns Pepetela
Mas qual é a causa do casamento infantil?
Segundo o pesquisador Goitein, na sua obra A Mediterranean Society: The Jewish
Communities of the Arab World explica, que uma
das causas é o “dote” – o dote designa os bens ou propriedades dos pais
distribuídos a uma filha em seu casamento, em vez de depois da morte dos pais.
Esta tem sido uma prática antiga, mas muitas vezes um desafio económico para a
família da noiva. A dificuldade em economizar e preservar a riqueza para o dote
era comum, especialmente em tempos de dificuldades econômicas, perseguições, ou
a apreensão imprevisível da propriedade e economias por taxas discriminatórias,
tais como a Jizya (imposto per capita ). Estas dificuldades pressionavam as
famílias a desposarem suas filhas, independentemente da sua idade, assim que
tivessem recursos para pagar o dote. Assim, Goitein nota que os judeus europeus
casam suas filhas mais cedo, uma vez que já tivessem coletado a quantidade
esperada para o dote
terça-feira, 10 de outubro de 2017
O 5º capítulo do meu futuro romance - texto não corrigido
Júlia
estacionou bem ao lado da praça do artesanato, visualizou Maya a distância e
sentiu que o compasso de seus passos prenunciava um reencontro radical com a
vida. Júlia de Colete preto e camisas brancas, calsas pretas ampliavam os
passos para sentir o batimento cardíaco de Maya.
Quando
Júlia fez-se a areia do marvigiado por BDwarth online através de sua
motorizada, que chegara ao local cinco minutos antes, começou a rever os passos
de Maya e cada movimento da adolescente deixava cair uma letra; a primeira foi
E e a segunda N, numa sequência encontra-me no barco do fundo. Lá conversaram
de costas viradas uma da outra.
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Fissuras
FISSURAS
São fossas sem retorno
A ingratidão de um rei fora do trono,
Perdido no ardil do forno
Por infâmia indelével do suborno!
São fossas sem retorno!
O beijo desperdiçado no outono,
Estatelado no haste sedutor das
Pétalas do inverno!
Num silêncio nocturno
Festejam as libélulas taciturnas!
Os portunistas do tempo
Vendedores de urnas!
Em tempo de falsos templos
Apaga-se o olhar ríspido de arrogância,
De quem se serve da ignorância
Dos indefesos cupidos à fome
São fossas sem retorno,
Um destino incerto
Para o cúmulo da exclusão
De quem se serve no retorno da ilusão!
Abrem-se as clausuras da história,
Lascam-se nas crónicas feridas
Com verdades ácidas, e impiedosas
armaduras
nesta Angola, que se escreve e se conta!
Bussulo Dolivro, Poesia inédita.
Prémio Nobel da Literatura 2017 ? quem será
Autores como Margaret Atwood, Haruki Murakami, Ngugi wa Thiong`o e António Lobo Antunes são alguns dos autores mais citados para o Prémio Nobel da Literatura, a atribuir na quinta-feira pela Real Academia Sueca, segundo casas de apostas internacionais.
De acordo com a imprensa internacional, 2017 não será um ano propício a apostas audazes, ao se assinalar um ano desde a atribuição do galardão ao cantor e compositor Bob Dylan, levando a crer que o prémio fique reservado a um escritor "tradicional" e já incluído em listas anteriores, baseadas no serviço de apostas Ladbrokes.
O jornal britânico The Guardian, assim como a revista norte-americana The New Republic concordam que a escritora canadiana Margaret Atwood venha a ser distinguida pela Academia Sueca, depois da adaptação televisiva da obra "A História de Uma Serva" (1985) ter conquistado oito Emmys, na cerimónia de 17 de setembro, entre os quais o de melhor série dramática, melhor argumento (Bruce Miller), melhor realização (Reed Morano) e melhores atrizes principal e secundária - Elisabeth Moss e Ann Dowd -, respetivamente.
Igualmente alvo de destaque são o japonês Haruki Murakami, responsável por títulos como "Kafka à Beira-mar" (2002) ou "1Q84" (2010) - um favorito recorrente -, juntamente com o queniano Ngugi wa Thiong`o, colocado no topo da lista de apostas do `site` Ladbrokes no ano passado e que conta com tradução em Portugal desde 1970, aquando da publicação das narrativas "Não Chores, Menino" (1964), "Um Grão de Trigo" (1967) ou "Pétalas de Sangue" (1979) pelas editoras Caminho e Edições 70. O segundo lugar de 2016 pertenceu ao norte-americano Philip Roth, outro dos candidatos dados como crónicos a vencer um dos galardões mais prestigiantes no âmbito da literatura.
António Lobo Antunes é o único português que volta a constar da presente lista de apostas, sendo que, há um ano, ocupava a 15.ª posição, de entre 88 escritores. Caso a vitória deste se concretize, Lobo Antunes irá juntar-se a José Saramago, com o comité de 1998 a elegê-lo devido "às suas parábolas seguras pela imaginação, compaixão e ironia que continuamente nos permitem apreender uma realidade ilusória".
O moçambicano Mia Couto chegou também a ser considerado para receber o galardão sueco, depois de ter sido eleito pelo júri da Bienal Internacional de Literatura Neustadt para receber um prémio apelidado de "Nobel Americano", em 2013.
Adicionalmente, indicados na lista de selecionados mais prováveis da publicação The New Republic encontram-se os espanhóis Javier Marias e Enrique Vila-Matas, o autor Rohinton Mistry, natural da Índia, o italiano Claudio Magris e os israelitas Amos Oz e David Grossman - este último já galardoado com o The Man Booker Prize de 2017 pelo seu trabalho "A Horse Walks Into a Bar" (2014), traduzido em inglês, no ano de 2016.
A personalidade vencedora do Prémio Nobel da Literatura de 2017 será conhecida nesta quinta-feira, numa transmissão em direto na plataforma `online` da Real Academia Sueca, marcada para as 12:00 (hora de Lisboa).
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