sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

REGRESSADOS DO CONGO, REASSENTADOS E SEM EMPREGO


Mais de uma centena de regressados angolanos que residiam na república Democrática do Congo nas condições de refugiados, foram reassentados nas suas terras de origens e em locais de suas preferências durante as duas últimas semanas findas.

 

Os regressados estão reassentados nas províncias do Uige, Huambo, Zaire e alguns familiares optarem em residir na cidade de Luanda e Bengo, locais onde encontraram inúmeras famílias e amigos de longa data, porém a falta emprego e escolas para as crianças, afiguram-se como os principais desafios dos regressados.

 

Este cidadão que há mais trinta anos residia na República Democrática do Congo, estavam reassentados entre as tendas na região do Quicabo, naquela localidade receberam tratamento de primeira necessidade, alimentação e cuidados médicos e segurança militar, pois estavam entre as matas.

 

De acordo com a Direcção provincial do Ministério da Reinserção Social Reinserção Social no Bengo os regressados instalados nas regiões de origem, receberam bens domésticos e de trabalho como camas, panelas, enxadas, catanas, e outros meios para a subsistência social de suas famílias.

 

O reassentamento obedeceu a um sistema de recolocação, dos municípios às comunas e destas para as aldeias, dada a distância que os separam e a carência de agricultores que as comunas e aldeias necessitam para o cultivo de terra a fim de recolherem alguns víveres para a sustentação de suas famílias.

 

O Ministério da Assistência e Reinserção Social do Bengo fez saber ao Factual, que aquela província a nível de Angola, constitui o ponto máximo de reassentamento para a zona norte, entretanto, todos os regressado passarão por esta localidade e desta serão distribuídos nas suas localidades de origem.

 

A falta de qualificações profissionais dos regressados é apontada pelo Ministério da Assistência e Reinserção Social naquela cidade como dificuldade primária para a subsistência dos demais cidadãos, pois, muitos regressados não conseguiram formar-se durante os últimos trinta anos de guerra.

 

Por este facto, algumas famílias optaram pelo cultivo da terra, enquanto, outras escolheram o mercado informal para o comércio de água, frutos silvestre e outros bens não perecíveis. Estes diariamente acorrem ao mercado do Sassa para conseguirem alguns bens de primeira necessidade.

 

Em contrapartida, estão também em causa mais de 70 crianças em idade pré-escolar, estas estão sujeitas a não estudar durante este ano, caso a Direcção provincial da educação cruze os braços em não criar condições de integração escolar juntamente com a Direcção provincial de Assistência e Reinserção Social do Bengo.

 

Sobre esta necessidade educativa, a Direcção provincial da educação pensa criar condições nas aldeias para campanhas de alfabetização, e incentivo a agricultura, enquanto a Direcção provincial de Assistência e Reinserção Social pretende criar parcerias com empresários, a fim de se criar pequenas empresas para incentivar o empreendedorismo nas comunas de recepção dos regressados.

 

O Factual ouviu alguns dos reassentados. O alívio de voltar a sua terra de origem é a principal satisfação, pois as condições sociais e humanas pelas quais passaram não as trouxe experiências agradáveis. Alguns perderam seus parentes, e tiveram de contrair diversas doenças, fruto das exigências por escolhas filhos, marido estes afirmaram estar.

 

 

 

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