quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Conversas Na Mesa E Palavras Entre Os Lençóis, - IIIº ACTO






– Estás com um ar estranho Mariana, diga-me o que se passa, adiantou Muentunda, que ao mesmo de si, era visível uma derrota psicológica em seu semblante.
– Não se preocupe, as coisas estão a caminhar bem, só preciso de relaxar, tomar um sumo e esquecer algumas coisas, adiantou ela.
– Quem deve esquecer sou eu! – Diga-me o que se passa meu chefe, Mariana lançou suas mãos geladas no ombro de Muentuda, subiu até as traseiras de suas orelhas e introduziu suavemente seus dedos no norte parental, causando uma sensação de conforto e alívio.
– É disso, que preciso Mariana! você conhece meu estado emocional, Muentunda lançou por terra sua ansiedade, antes que revelasse, a chave de suas preocupações.
– A empresa pode ser confiscada pelo executivo (…)
– Porquê?
– 99% do capital de investido é derivado do fundo do estado angolano,
– E o que tem de errado nessa história?
– É que os restantes dos falsos accionistas foram apanhados numa rede de tráfico de seres humanos, e há um jornalista a investigar minha vida, – Quer dizer nossa vida? – Sim, acenou Muetunda.
– E tem algo amais? – Sim, tem, o fracasso dos projectos do meu partido estão a ser associados a minha nova vida, como se desviasse o desenvolvimento do país.
- Himm!
Mariana sentiu um calor a escorrer no colo da Costela, na porção achatada que se estende lateralmente à cabeça, jogou as mãos à cabeça, procurando desanuviar instantaneamente a dor, enquanto Muetunda, lambia os lábios, como se terminassem todas ideias, mas ressentia em seus pulmões o volume incógnito de uma completa ansiedade.
– Mas as falhas são tantas assim?
– Ai tens a listas dos projectos que podem me custar a vida, vê com os seus próprios olhos. (…) Muetunda, jogou aos braços de Mariana os arquivos pelos quais é julgado, e que podem comprometer seu partido nas próximas eleições.

-Água para todos. (Falhou)
-Centralidades. (Falhou)
-Auto-Estradas (Falhou)
-Iluminação das Vias (Falhou)
-Operação Resgate (Falhou)
-Recolha de lixo paga (Falhou)
-Estradas Nacionais (Falhou)
-Papagro (Falhou)
-Repatriamento de Capitais (Falhou)
-Restruturação do BPC (Falhou)
-Requalificação das vias secundárias de Luanda (Falhou)
-Requalificação dos Municpios Sambizanga, Rangel e Cazenga (Falhou)
-Caminhos de Ferro (Falhou)
-Transportes públicos e mobilidade urbana (Falhou)
-Novo aeroporto (Falhou, secundo o novo governo)
-Centrais de logísticas. (Falhou)
-Manutenção e gestão dos estádios de Futebol pós CAN (Falhou)
-Desarmamento da população civil (Ao que se vê também falhou)
- Mas essa é a lista que está circular no watshapp,?
- Sim, e o comité já teve acesso. Os meus detratores estão atentos, agora querem a minha cabeça, por isso pedi que chegasses cá para encontrarmos uma saída, antes que perco tudo, e te vejo nos braços de outro canalho.

Mariana jogou o cabelo para trás, posicionou-se melhor na mesa, como se aguardasse por uma resposta dos deuses, e disse, – O que fiz é muito, vou contigo até ao fim do mundo.
– Trouxeste o que pedi?
– Sim, está no porta-malas da viatura.
– Mataste a sangue frio, como mandam as regras?
– Não poderia ser de outra forma, os órgãos estão frescos e prontos para implante, transfusão e doação, vamos usar o mercado negro?
– Aguarde as orientações, tenho três compradores na lista.
– Não serão iguais os anteriores?
– Creio que não, um deles prometeu dar 540 milhões de dólares em dinheiro vivo pelos rins.
– Sério?
– Verdade (…)
– Então fechamos o negócio com este, enquanto esperamos o desfecho do processo em que estás envolvido.
– Está bem, agora quero tocar a Seda do seu vestido, e reconhecer a qualidade da sua alma.

Mariana fechou os olhos, e sentiu apressadamente o orgasmo a vencer-lhe a fala, lá o Garçon vinha, antes que chegasse foi orientado (…)
– Leve este prato para o quarto nº 13 do último andar, o jovem acenou com a cabeça. – Certo.

Duas horas depois Mariana abandonava o Hotel Vitória, em direcção à casa para enterrar o corpo de seu marido, bem no centro da sua sala, pois os vizinhos ainda estavam de ouvidos na atmosfera para ouvir e de olhos no portão para ver quem sai e entrasse. Ao entrar em sua casa, assombrou-se ao ver sua irmã sobre o cadáver de seu marido.
– Minha irmã, os seus ataques voltaram? Perguntou aos gritos Mariana ao ver sua irmã em extasse sobre o falecido. Satisfeita olhou de gozo aos céus do teto da casa, e sorriu, deixando cair de prazer seu corpo, totalmente nú a esquerda do cadáver.
Mariana enraivecida e sem pensar duas vezes jogou a maceta de 20 kilos a um punho veloz de 15 km/h para cabeça da irmã, morreu naquele instante, perdeu a vida, os últimos sinas foram os movimentos bruscos dos pés, os olhos saltaram da cara. 
– Porras, sua puta dos mortos.

“A necrofilia é uma das piores doenças. Uma patologia grave por trás do comportamento. A motivação da origem disso, via de regra, é relacionada a algum problema de infância e trauma passando pela questão sexual. É o principal ponto”. A irmã de Mariana era necrófila do tipo comum, quando o paciente mantém relações sexuais com um cadáver.
 – Agora tenho de enterrar os dois, disse pra si mesma Mariana, que durante três horas aos ouvidos dos vizinhos cavou uma buraco de dois metros de profundidade e dois de largura, embrulhou os dois corpos e introduziu a dentro, cobrindo com areia e um tapete vermelho.
A janela estava aberta, e uma das crianças, a que fugiu pelas portas do fundo, (quando ainda troçava o seu marido)  por sinal seu enteado, filho do falecido estava a apreciar todo cenário, contendo as lágrimas e os sussurros.
- Porras! Mariana Jogou-se cansada sobre o fardo, quando viu alguém a abandonar a janela (no mesmos instantes alguém bateu o portão de sua casa, e parece que ela não ouviu) sem forças tentou espreitar, meteu as mãos a cabeça, de boca aberta. As coisas já estavam feitas.  

Bussulo Dolivro, 29 de Julho, 2019 In, Conversas Na Mesa E Palavras Entre Os Lençóis,




sexta-feira, 26 de julho de 2019

conversas na mesa e palavras entre os lençóis Acto II



IIº Acto


O ar lá fora estava tenebroso, o sangue na entrada da cozinha da residência de Mariana tinha cheiro metálico, forte, entorpecente e escorria em todo lado, os vizinhos, ansiosos sentiam a graça do atrevimento, penetrar a dentro e ver com os olhos da curiosidade pelo desfecho – Quem matou quem. Uma música abafava o silêncio.

“”Meu coração é sábio
Porque te escolheu para amar
Meus lábios gênios porque descobriram
Na tua boca
O sabor da vida
No teu ser
A minha alma gémea
E eu que julgava saber o que é ser feliz
Lá veio você me ensinar como um aprendiz
Que quando se ama
A gente ri à toa“”

O som em volume máximo era do clássico internacional angolano, Matias Damásio, acompanhada de lágrimas ao peito, Mariana, entrou descalça no banheiro, chorou aos soluços e lamentou de todas as formas, o tempo corria, e o seu chefe, ainda esperava-a no Hotel Vitória para reunião de sempre.

– Porquê? (…) perguntou aos ventos da casa.  
A espuma do sabonete escorria-lha lentamente do peito abaixo de seu ventre, deitada de costas no banheiro, Mariana jogou em suspiro a cabeça para trás, e sentiu toda história de sua vida em um piscar de olho, os músculos, glândula tiróide de seu pescoço perdiam forças. Fechou os olhos para aliviar os nervos serviçais, ao abrir os olhos sentiu alguém a bater a porta, ela já estava atrasada. Acorreu para seu quarto, e na biblioteca viu o livro de Thomas Harris – O silêncio dos inocentes.

“Um livro que narra de forma brutal o assassinato de cinco mulheres em diferentes locais dos Estados Unidos. A jovem agente do FBI Clarice Starling consulta o psiquiatra Hannibal Lecter, internado em um manicômio judiciário, para solucionar os casos e chegar até o assassino. Hannibal, que possui uma mente psicopata voltada para o crime, aponta pistas que acabam por envolver Clarice em uma trama mortífera e perigosa, porém foi o livro de Mozuer Jocand, “Murmúrios do Silêncio” um escritor angolano, que o chamou atenção”.

– Quem é? - Perguntou Mariana, para um silêncio sem volta. Parecia ter ouvido alguém a bater o portão.

Jogou o livro em sua bolsa e rapidamente aproveitou trocar de roupa, espraiou em seu decote volumoso o perfume “Yves Saint Laurent” oferecido pelo seu Chefe, durante as férias em Berlim. A casa estava limpa, e o cadáver de Adão guardado a 13 chaves. O cheiro do sangue de lugar ao perfume Yves Saint Laurent sentia-se até às janelas da vizinhança. Mariana abandonou a residência com a chave na ignição do “W Motors Lykan Hypersport – US$ 3,4 milhões de dólares, Com linhas bem pouco fluídas, mas um perfil aerodinâmico elevado, o bólido do Oriente Médio não é muito atraente, mas seu luxo e poder o fazem ser um diferencial entre os super carros.”.

Os putos na banda dizem que Mariana enfeitiçou todas mamoites só pra subir na vida, e outros a acusam de matar seu próprio pai na noite das festividades do Efico – “sistema tradicional das comunidades Nhaneca, Humbi, Mucubais, Kwanhamas no do Sul de Angola que marca a transição das meninas da fase de adolescente para a adulta” por terem-na encontrado sobre o cadáver do mesmo, e dias depois Mariana acordara com o corpo cheio de sarna, e os sobas disseram tratar-se de praga de seu pai. – Não havia outra explicação, até que ela fugiu de Benguela com Adão, antigo taxista de Luanda.
 – Dois minutos depois Mariana gozava os pneus confortáveis do “W Motors Lykan Hypersport” na Via Expressa, a uma velocidade de 200h/km. Atras fica, a incerteza do seu regresso e a descoberta do cenário de um crime, cujas razões a frieza de Mariana pode dificultar.

O elevador central do Hotel Vitória estava ocupado, Mariana tem acesso directo a cava de estacionamento, a passos de glamour, com o corpo imerso num vestido de gala de 700 mil dólares, fino e restas transparentes desafiava a inercia ocular dos demais, que se encontravam na sala principal daquele Hotel, o Chefe, curioso olhou atrás, e sentiu o volume de seus pecados debaixo de seus testículos. A esferográfica cai da mesa.

– Então, a que se deve ao atraso, perguntou gentilmente o chefe.
– Tive de pagar algumas contas de casa, - Mariana suspirou de seguida, retirando o chapéu francês de cor azul do volume cacheado de seu cabelo.
 – Estás linda, disse o Chefe! – Obrigada respondeu, jogando as pálpebras às nuvens, dirigindo um olhar para o garçon, como quem pedisse o menu para o prato do dia. O chefe, Muetunda, consultava o relógio. 

  
Bussulo Dolivro, 25 de Julho, 2019 In, conversas na mesa e palavras entre os lençóis,

quinta-feira, 25 de julho de 2019

conversas na mesa e palavras entre os lençóis - Iº Acto



- Este sábado vou almoçar fora de casa Adão,
- Com quem Mariana?
- Com o meu chefe! Ele exigiu, que o acompanhasse para fazer um breve relatório do novo software ligado ao IVA.
- O software do JLO, aquele do FMI ?
- Sim, este mesmo, Adão.
- Não importa, os preços estão cada vez mais altos nos armazéns, daqui a pouco enterrar as pessoas será difícil, e onde será o almoço?
- No hotel Vitória, no lugar de sempre Adão, por quê a pergunta?
- Sou seu marido, e tenho todo direito de saber, esqueceste ? Adão inclinou a garrafa de álcool que assegurava a tranquilidade do seu dia.
- Não, não esqueci, só pensei que voltarias a me proibir, como dá última vez, e não imaginas como ficou minha imagem na empresa!
- E se eu não permitisse que fosses a essa merda de reunião (°°°)
Mariana sentiu o batom a negar-lhe as pétalas de seus dedos, com as quais deslizava em seus longos e grossos lábios, feitos orquidias, as pálpebras de seu rosto balançaram de um lado para outro.
Uma instantânea vontade de gritar encerrou seu ânimo, e pensou forçar uma cabeçada bem ao centro do espelhos, que reflectia seu rosto oval, mas a energia que nascia dos pulmões a tornava frágil. O calendário marcava 13 de Abril, sexta-feira, a chuva caiu torrente no dia anterior, e muitas empresas viram seus escritórios inundados!
Adão aproximou-se dela, caminhando ao efeito do álcool, a tortemelado. Mariana sentiu os rasgos paços e o peso corporal de alguém atrás de si, a sombra do seu marido invadou-lha as emoções, cabisbaixa, tentava procurar instintos de defesa, pois vaticinava ela, que as coisas não seriam fáceis naquele instante, no fundo do corredor, o predador carregava uma garrafa de Maruvo de 45 mililitros, Adão parecia perder os reflexos, quando negou arrojar as paredes com uma das mãos para arremessar a garrafa contra o corpo esbelto de Mariana.
- Ah! Meu Deus, esquivou por acaso ela, esbugalhando os olhos de medo, os cacos da arma já haviam se estilhaçado em todo corredor.
- Sua filha da p**tá, vadia de me**da.
Mariana mulher flexível empurrou-lhe para outro lado do corredor, sentenciando sua imobilidade, estava ele sem norte a procura de equilíbrio no vazio do brusco empurrão.
- Sai seu bruxo, vai morrer longe, logrou ela, desfazendo-se do ambiente arruínavel para os filhos, que acabavam de acordar!
- Mama quero comé, pediu ainda sonolento o enteado de Adão, único filho de Mariana, sem se importar pelo pedido, Mariana jogou o puto pelas janelas, enquanto o outro, filho de Adão saiu pela portas dos fundos a gritar. Mariana enviou uma SMS a sua irmã, que viesse a buscar!
- Achas que és mulher suficiente Mariana? Levantava ele do chão, lentamente, tal e qual o efeito do álcool no sangue.
- Sim, sou mulher seu bêbado de merda, Matumbo.
- Matumbo Eu?, estás a gozar desse seu mestrado ba-ra-ra-ra-,to?
- Sim, estou ao contrário de si.
- Mas foi eu quem te deu oportunidade, como me chamas de Matumbo?
A hora do encontro de Mariana com o seu chefe estava a esfumar-se. Adão tentava arrumar seu estado corporal, e encontrar motivos emocionais para equilibrar seu discurso perante aquela mulher, que aparentava descarrilar toda história cultivada com o quarto homem de sua vida.
O celular de Mariana estava a vibrar, no écrã, - Meu Chefe!
- Quando estavas em Benguela, cheia de sarna, fui o único homem que te deu importância, hoje me chamas de quê?... - Ah meu Deus! Mariana sentiu o peso de Adão sobre os seus cabelos, a peruca estava nas mãos dele! Mas as tranças ficaram intactas, embora, desfiadas.
Ela armou-se de coragem, fechou as portas e as janelas, enquanto, Adão soluçava da embriaguez, observando a peruca de Mariana em suas mãos.
- Filha da P***tá - desabafou de raiva, seguindo a esposa, que terminava de encerrar as janelas, para afrontar seu esposo.
- Seu bicho, hoje vais me conhecer, driblou um ataque verbal, quando Adão se procurava para o próximo ataque.
O celular de Mariana voltou a tocar, era Yosefe Mwetunda, seu chefe. Ela voltou a não perceber a ligação, pois o celular estava em modo silêncio
Era a trigésima terceira luta em doze anos de vivência em comunhão de bens.
Maria, na cozinha ferveu água, e reservou uma faca de dois gumes no seu quadril. - Vou te matar, juro por Deus, e por todos meus pecados! - mordeu os lábios de raiva.
Lá fora as galinhas sacudiam-se das capoeiras, os cães ladravam e outros em estado de cio, puxavam os fios para o seu lado. Os vizinhos, ouviam e sussurravam da linguagem grosseira, que nas serpentinas das janelas procuravam asas.
Duas horas de luta, a casa estava desfeita, tela partida, frigoríficos jogados ao chão, instalação eléctrica arrancada da parede, louça partida e uma botija de gás foi vista a sair pelo teto. Reina um silêncio tenebroso.
O sangue, já se via em todo chão, procurando veias para dar vida!
O celular de Mariana voltou a vibrar, pela terceira vez, e desta alguém atendeu, e desligou no mesmo instante, preferindo enviar uma SMS, - já estou a caminho, peça o prato que eu adoro!


Bussulo Dolivro, 24 de Julho, 2019
In, conversas na mesa e palavras entre os lençóis

quinta-feira, 16 de maio de 2019

LEIA AS HISTÓRIAS ALHEIAS




Você é a minha coragem,
Esperança e luz

Antes de esquecer alguém
Em sua vida, ensine a suportar
A dor, antes que a vingança
Se insurja e passe a ser o
Sofrimento de quem deixamos!

Você não leu as histórias dos outros,
Por isso criaste um ninho de
Arrependimento em si,

Venha abafar as notas do meu diário,
Limpe o perfume desta angustia,
Você não aprendeu nada na vida,
Senão machucar e se arrepender !







quarta-feira, 13 de março de 2019

KISSANGUA DE ROLÃO NOS LÁBIOS DA MADALENA




A infância roubou de mim o
cheiro da terra, os desejos do 
campo húmido de cacimbo na flor 
nostálgica das barrocas secas de 
histórias do milho com mandioca!

Sobre as pedras de Pungo-a-Ndogo 
Meus lábios ressecavam, minha 
Garganta ardia de sua ausência, e 
Em nada servia em mim
se não a sua presença! 

Entre o orvalho nascia esperança,
Quebrando lentamente minha infância, 
Sem você por perto para nha liderança,
Aguentei perdendo a inocência 
Nas garras dos oportunos, 

Borraram-me de kissangua, 
Meus lábios inchados e 
Forçados a suportar a resistência 
Masculina! 
A infância roubou de mim o
cheiro da terra, os desejos do 
campo húmido de cacimbo

BUSSULO DOLIVRO, EM CASA, NA TARDEDE 2FEIRA, 18 DE FEVEREIRO2019


LICORES ENVOLTA DE SEUS LÁBIOS




tens as chaves da minha 
lucidez em sua boca, 
as portas do futuro em 
seu peito onde 
adormeço, quando em 
caladas me embriago

tens as fontes da minha 
sede em ritmo, 
as janelas da minha 
angustia em seu intimo!

Suas mãos suadas me lavam, 
Quando seus beijos cremosos me 
Devolvem a temperatura

És doce, meiga e afável!
Serena como as águas de Abril 
E sensual como as frutas que me abres!

BUSSULO DOLIVRO, Autor do livro, Laços de Emoções


NAS CURVAS DAS MINHAS MÃOS

























Olho em seus olhos
E vejo a força firme da 
nossa comunhão afectiva!
Em suas maças do rosto, as
Curvas perfeitas, feitas em festas
De lua de sextas!

A curvas de seus pés,
A filha perfeita, linda e esbelta
Acorda em meus braços e
Adormece no leite materno
De nossos laços!

Hoje firme
O estado em que assumes
Quando me aqueces em seu lume!
E eu no leito contra seu ciúme (…)
Viva em mim
Que te dou um jasmim,

Bussulo Dolivro,
Autor dos livros:
Gritos e Penumbras, poesia 2009
Laços de Emoções, Poesia, 2013
Um carro de lata no fim da lua, Conto Infantojuvenil, 2018

A SINCRONIA DAS NOTAS EM CANÇÕES DE AMOR E DOR!

















Como as águas das pedras 
Do Alto-Hama, frios são os 
Seus carinhos em noites de verão,
afogando o doce limão
cujo suco escorre em mim
como a fuga de um ladrão,

é tal e qual a gotas de chuva de Abril,
molham as almas
humedecem os campos de alegria
e transbordam sentimentos
em corações alegres!
Como o seu, que vive nos céus
Em festas eternas
de amor sem dilemas

são como as ondas do mar,
os seus beijos fervilhantes!
São como as ondas dos rios,
Seus delírios em notas marcantes!

Dó-Ré-Mi-faz como tu sabes!
So-Lá-Si-Doi este vai e vem!

…………….

Bussulo Dolivro,
Autor dos livros:
Gritos e Penumbras, poesia 2009
Laços de Emoções, Poesia, 2013
Um carro de lata no fim da lua, Conto Infantojuvenil, 2018

terça-feira, 12 de março de 2019

A SINCRONIA DAS NOTAS EM CANÇÕES DE AMOR E DOR!



Como as águas das pedras 
Do Alto-Hama, frios são os 
Seus carinhos em noites de verão,
afogando o doce limão
cujo suco escorre em mim
como a fuga de um ladrão,

é tal e qual a gotas de chuva de Abril,
molham as almas
humedecem os campos de alegria
e transbordam sentimentos
em corações alegres!
Como o seu, que vive nos céus
Em festas eternas
de amor sem dilemas

são como as ondas do mar,
os seus beijos fervilhantes!
São como as ondas dos rios,
Seus delírios em notas marcantes!

Dó-Ré-Mi-faz como tu sabes!
So-Lá-Si-Doi este vai e vem!

……………. 



Bussulo Dolivro,
Autor dos livros:
Gritos e Penumbras, poesia 2009
Laços de Emoções, Poesia, 2013
Um carro de lata no fim da lua, Conto Infantojuvenil, 2018