quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Bussulo Dolivro apresenta terceiro livro em Luanda

Bussulo Dolivro apresenta terceiro livro em Luanda

José Bule
“Um Carro de Lata no Fim da Lua” é o título do terceiro livro do escritor e jornalista Bussulo Dolivro, lançado quinta-feira, no Instituto Superior de Ciências da Educação (Isced) de Luanda.

“É uma obra construída de valores ao longo da sua narração, cujos exemplos servem de lição para a reconstrução do país”, considera o crítico literário Manuel Muanza, que apresentou o livro. 
Na ocasião, o também professor universitário e júri do Prémio Infantil da União dos Escritores Angolanos (UEA) sublinhou que, apesar de a obra ter sido escrita para crianças, os adultos são chamados à leitura da sua significação, “porque nos remete a uma vi-são intrépida e a fazer as coisas além das nossas capacidades cognitivas.” 
“O processo imaginativo e a técnica com que se construiu a narração desta obra é uma lição pedagógica à realidade social do país, onde somos chamados a optar pelas práticas com que se faz uma verdadeira nação”, argumentou.
 />O crítico literário acrescentou que a obra se reveste de um diálogo desafiador, entre a imaginação dos filhos, perante a posição sociocultural e económica dos pais, e o que eles pensam ou desejam de si próprios. “A expressão chave desta obra literária é a intrepidez e a coragem. E, é possível vencermos qualquer desafio se soubermos ser co-rajosos”, disse.    
A obra de “ficção infantil” conta com 33 páginas ilustradas e narra a história de um adolescente (Kilwanje), que está cansado de passar férias pedagógicas em casa dos pais. A personagem principal da obra resolve viajar para a lua num carro de lata. 
Bussulo Dolivro publi-cou, em 2009, a obra literária “Gritos e Penumbras” e, em 2013, “Laços de Emoções”. É licenciado em Ciências da Educação.


"Nunca recebi patrocínios para a edição e publicação de um livro"

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Breve biografia de Bussulo Dolivro

SOBRE O AUTOR

Nasceu na cidade do Kuito, centro de Angola. Por razões da guerra fratricida que assolou o país foge com os seus pais para capital, Luanda, onde concluiu os estudos primários nas escolas Católicas e Protestantes, e neste último veio a terminar o segundo ciclo do ensino secundário. Na mesma foi eleito como melhor estudante do curso de ciências jurídicas e económicas, 2005.

Entre os anos 2005 a 2007 foi eleito como melhor leitor do Semanário Independente em Luanda, facto que o permitiu pela primeira vez aguçar o punho literário ao público nacional como plumitivo. Naquela órgão de informação Bussulo publicou diversos géneros literários; como contos, poesia e crónicas na Rubrica Suplemento Cultural.
Destacam-se entre os seus primeiros textos literários e científicos:

O Sono Da Verdade (Crónica),
Noites Canibais (Conto), O Verbo (Poesia); Sábado 5 De Novembro-2005 Pp.6-7.
Tragédia No Atlântico (Crónica), Miopia (Poesia); Sábado 24 De Dezembro De 2005 Pp.6-7.
Sepultura Do Futuro (Crónica), Rebanho (Poesia) Sábado 29 De Outubro 2005 Pp.6-7.
O Presbitismo Selvagem (Critica), Sábado 26 De Novembro 2005 p.6.
Necrópoles Ao Paraíso Terrestre (Crónica), Sábado 10 De Dezembro De 2005 Pp.6-7.
Um País Em Chama (Conto), Sábado 15 De Outubro De 2005 Pp.6-7.
A Nossa Cultura (Ensaio científico), Luanda (Poesia), Sábado 14 De Janeiro De 2006 Pp.6-7 e outros publicações perdidas na Internet.

Em 2009 publicou a obra literária Gritos e Penumbras (poesia), livro que o deu destaque comparativo com os escritores de renome como João Maiomona, Paxe e mesmo até de Césaire, de Damas ou Franz Fanon (como lê-se em prefácio). E em 2013 publicou Laços de Emoções (Poesia).

Foi um dos vencedores do concurso de poesia em rádio, "Concurso "Gente e Arte" patrocinado por uma das estações privadas de rádio, num projecto que culminou com a edição de um CD de poesia, em 2007.

Bussulo é profissional de comunicação Social. Teve uma passagem na rádio entre os anos 2009 à 2011, antes de inclinar-se à imprensa escrita. Escreveu para alguns jornais de Luanda e Benguela como o Semanário Independente, Factual, e Semanário Agora e o Correio do Sul e o portal musical – Marimba.

É também especialista em Ensino de História no Instituto superior de Ciências da Educação, ISCED de Luanda. Tem a cor preta como a favorita, e o animal de estimação o gato, mas nunca pensou em criar um.

No dia 25 de Outubro, 10H30, NO ISCED de Luanda Bussulo lança a sua terceira obra literária: UM CARRO DE LATA NO FIM DA LUA – O Professor Universitário Manuel Muanza fará a apresentação da mesma

Info:
www.obrasdebussulodolivro.blogspot.com
bussulo25@gmail.com
912370817

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

lançamento da obra UM CARRO DE LATA NO FIM DA LUA

– Sim, mamãe mas, já é bom conhecer
dos livros, por isso estou na escola!
– Então, que tal irmos na cidade do seu pai,
voltou a sugeriu a mãe.
– No Uije? Perguntou o menino abrindo os
lhos de admiração, como se visse um Papa-
gaio de papel a desfazer-se do seu nó nos
altos céus!
Lançamento da obra
#UM_CARRO_DE_LATA_NO_FIM_DA_LUA
Dia 25 de Outubro
Local: ISCED DE LUANDA, Centralidade do Kilmba
10H30
PREÇO. 1.000.00 KZ
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Apresentação da Obra: Professor Universitário Manuel Muanza
Mestre de Cerimónia: Fernando Guelengue (Jornalista)

segunda-feira, 16 de julho de 2018

OS SEGREDOS DA NOSSA CASA





Certo dia, uma mulher estava na cozinha e, ao atiçar a fogueira, deixou cair cinza em cima do seu cão. 
O cão queixou-se: 
__ A senhora, por favor, não me queime! 
Ela ficou muito espantada: um cão a falar! Até parecia mentira... 
Assustada, resolveu bater-lhe com o pau com que mexia a comida. Mas o pau também falou: 
__O cão não me fez mal. Não quero bater-lhe! 
A senhora já não sabia o que fazer e resolveu contar às vizinhas o que se tinha passado com o cão e o pau. 
Mas, quando ia sair de casa a porta, com um ar zangado, avisou-a: 
__Não saias daqui e pensa no que aconteceu. Os segredos da nossa casa não devem ser espalhados pelos vizinhos. 
A senhora percebeu o conselho da porta. Pensou que tudo começara porque tratara mal o seu cão. Então, pediu-lhe desculpa e repartiu o almoço com ele. 

TODOS DEPENDEM DA BOCA...



Certo dia, a boca, com ar vaidoso, perguntou: 
__Embora o corpo seja um só, qual é o órgão mais importante? 

Os olhos responderam: 
__O órgão mais importante somos nós: observamos o que se passa e vemos as coisas. 
__ Somos nós, porque ouvimos - disseram os ouvidos. 
__Estão enganados. Nós é que somos mais importantes,  porque agarramos as coisas - disseram as mãos. 
Mas o coração também tomou a palavra: 
__Então e eu? Eu é que sou importante: faço funcionar todo o corpo! 
__ E eu trago em mim os alimentos! - interveio a barriga. 
__Olha! Importante é aguentar todo o corpo como nós, as pernas, fazemos. 
Estavam nisto quando a mulher trouxe a massa, chamando-os para comer. Então os olhos viram a massa, o coração emocionou-se, a barriga esperou ficar farta, os ouvidos escutavam, as mãos podiam tirar bocados, as pernas  andaram... mas a boca recusou comer. E continuou a recusar. 
Por isso, todos os outros órgãos começaram a ficar sem forças... 
Então a boca voltou a perguntar: 
__Afinal qual é o órgão mais importante no corpo? 
__És tu boca - responderam todos em coro. Tu és o nosso rei! 

UMA IDÉIA TONTA



Um dia a hiena recebeu convite para dois banquetes que se realizavam à mesma hora em duas povoações muito distantes uma da outra. Em qualquer dos festins era abatido um boi, e sabe-se que hiena é especialmente gulosa. 
__Não há dúvida de que tenho de assistir aos dois banquetes, pois não quero desconsiderar os anfitriões. Também as oportunidades de comer carne de boi não são muitas... mas como hei-de fazer, se as festas são em lugares tão distantes um do outro? 
A hiena pensou, pensou... e, de repente, bateu com a mão na testa. 
__Descobri! Afinal é simples... -disse ela, muito contente com a sua esperteza. 
Saiu à pressa de casa. Assim que chegou ao local donde partiam os dois caminhos que levavam aos locais das festas, começou a andar pelo caminho que ficava do lado direito com a perna direita e pelo caminho que ficava do lado esquerdo, com a perna esquerda. 
Pensava chegar deste modo a ambas as festas ao mesmo tempo. Mas começou a ficar admirada de lhe custar tanto caminhar dessa maneira. E fez tanto esforço, que se sentiu dividir em duas de alto a baixo. 
Coitada, lá a levaram ao médico que a proibiu, desde logo, de comer carne de boi durante um mês. 
É muito tonta a hiena!