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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Discursos sobre (Na) Pedra

Discursos sobre (Na) Pedra









Deixei de bocas e já não discursos aos pobres,

Olhando com os braços lassos o que nunca

Me deram para mastigar,



Não conheço as notas, nunca tive voz nem ânimo para

tussir… com os meus pés dilacerados nos carris…

Nunca vi tão longe onde pudesse ir! Nem nos travessos

Desta ilusão roubada,



Me encontro entre os destroços desta idade,

A percorrer migalhas só para alcançar a felicidade

Que perdi, e a ignorância que tomou conta do meu viajar



Já, não animo os olhos da esquerda… a gora, sou

A expectativa privada na decomposição dessa ansiedade

A atracção implacável em cada nota,



Não contem comigo, tenho pressa de morrer, Já não

Quero alimentar a esperança de acreditar na existência

Daqueles que me entristeceram; sentados no meu esforço

Sorrindo a minha ira



Não contem comigo

Sei que estais no sono e não entendeis esta atracção,

A inflexão da sua realidade com a utopia daquela canção (…)



O teu único desejo encontra-se na madrugada dos teus sonhos,

No cair da sua velhice precoce, e no imediatismos irracional desta

Rocha,

Sem perceberes o que te move e o

Quem te conduz;

A ESTUPIDEZ DA PRESSA, "ao pedido de quim R

A ESTUPIDEZ DA PRESSA







Correr não significa chegar, quando a ansiedade de ser esbate cada molécula solta na esfera literária, e confunde-a egocentricamente com a turbulência de querer aparecer.



Esta ansiedade fere a percepção vaga que um simples animal literário poderia enxergar, se o mesmo tivesse lido e ouvido os mandamentos da humildade, o cantar crítico dos pseudo-autores da casa velha.



Mas como os animais diferem da sua estrutura genética-agnostica, há uns que olham a selva de forma séria enquanto, outros de barriga escondem a cauda da gripe da crítica.



A noção que se exprime nesse êxtase, martela adiantadamente a estupidez da pressa, e a ignorância em ouvir e não entender absolutamente nada.



Deste modo ousa-me o prazer de afirmar o seguinte: a vida artística, para ser mais expressivo “literária”, não é abstracta assim como o sentido da mensagem que ao pé da letra arquitecta-se tentando, exprimir a uma diversidade de cultura profundamente desconhecida.



A mundi-videncia que um escritor narra, é e tão só o pedaço magnético de uma simples imaginação que o poeta colhe ao descrever, na sua libertinagem legitima a estupidez da alma e, a agonia dos incorrigíveis. “Repito a agonia dos incorrigíveis”.



Facto este que pode confundir-nos em “As Crónicas Da Ilusão Dos Soberbos”. No fundo ambos “escritor enquanto narrador e poeta enquanto cérebro do primeiro”, são personagens originais de um objecto comum “o mundo real”. Devem analisar ouvir, escutar e entender a imperfeição e as fraquezas do seu mundo.



Não se trata de forma mesquinha e saturada de um ensaio, é uma realidade entre os ditos artistas, como afirmou Yoano Joao, numa das suas celebres obras sobre a Estupidez Da Caverna “a falta de humildade equipara-se a um alcoólatra na legião do alcoolismo, quando a fama, enerva catinga dos leprosos palhaços”.



Como quem escreve anuncia, a explicação é o suporte oculto mais presente na declamação, onde encontramos dois segmentos: a eloquência e a posição do eloquente.



O primeiro diz que o artista não basta-se a si mesmo, é alguém que tem a coragem de tornar-se pobre para demonstrar o sentido do ser perante a humanidade. Já o segundo, fica sob a sua imaginação, pode ajudar-nos a pensar?







A ESTUPIDEZ DA PRESSA

Crónica de Bussulo Dolivro